Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Editorial

Combate à pobreza


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14/10/2019 às 06:41

A canonização de Irmã Dulce, que se tornou Santa Dulce dos Pobres, nos fala diretamente sobre o tipo de sentimento que a  existência da miséria deveria causar nas pessoas, uma motivação para sair da inércia e fazer algo relevante em relação ao próximo.

Não é preciso ser cristão para se compadecer do outro, mas quem se diz cristão, e procura ser de forma sincera, não pode permanecer impassível diante da miséria alheia, da necessidade das pessoas. Não basta ir à igreja, rezar e pagar o dízimo em dia. Atitudes concretas em relação aos necessitados  é o que se espera dos que pregam a caridade e o amor ao próximo. Esse foi o exemplo de Irmã Dulce.

Mesmo os opositores da fé católica não podem negar o legado positivo deixado pela freira baiana e o exemplo de abnegação em favor dos pobres. As ações dela iniciaram um projeto assistencial que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano, principalmente com serviços de saúde. Irmã Dulce agiu, desafiando até mesmo as rígidas regras do enclausuramento vigentes em seu tempo, para ajudar quem estava desamparado, sobretudo doentes que não conseguiam atendimento na rede pública precária, e famílias inteiras em situação de miséria.

A pobreza é um fato social causado por múltiplos fatores e tem se agravado no País. Dados do Cadastro Único do Ministério da Cidadania mostram que a pobreza extrema no Brasil  aumentou e já atinge 13,2 milhões de pessoas. Nos últimos sete anos, mais de 500 mil pessoas entraram em situação de miséria, sem meios para conseguir se alimentar adequadamente ou viver de forma minimamente digna. O quadro é mais grave no Nordeste. No Piauí, por exemplo, de cada 100 mil habitantes, mais de 14 mil vivem em pobreza absoluta.

Desenvolver políticas públicas para combater a fome, a desigualdade social e a pobreza não deveria ser visto como posturas políticas de direita ou esquerda, são ações  necessárias em um País como o Brasil. Uma obrigação dos governos e também da sociedade.  Políticos brasileiros de grande influência foram a Roma acompanhar a cerimônia de canonização da primeira santa nascida no Brasil. Figuras como os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia; e do Senado, Davi Alcolumbre, além do vice-presidente Hamilton Mourão. Espera-se que as orações deles pelos pobres não sejam da boca para fora e se convertam em atitudes reais em prol dos necessitados.


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