Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
Editorial

Combate ao desemprego


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17/10/2020 às 00:46

O desemprego nunca esteve em patamar tão elevado no País. Já são mais de 14 milhões de pessoas sem trabalho, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só na região Norte, o número de desempregados passou de 890 mil para 1,3 milhão – um aumento de 46,9% entre maio e setembro. Além disso, a queda no índice de informalidade indica que o mercado de trabalho se encontra estagnado e o desemprego tende a piorar caso o cenário macroeconômico não tenha uma recuperação acelerada. Esse efeito era totalmente previsível, assim como o é o fato de que não é possível estabelecer um horizonte para o reaquecimento efetivo do mercado de trabalho.

Nas redes sociais, grupos discutem de quem é a culpa por tanta gente desempregada, do governo federal, do sars-cov-2, da China, do PT... um debate que não leva a nada e não contribui para o enfrentamento do problema que só piora. Nunca é tarde para a reação por parte do poder público, embora o desenvolvimento de programas estruturados contra o desemprego seja bastante dificultado neste momento em função das eleições municipais. No entanto, as eleições também são ótima oportunidade para discutir a questão. O desemprego tem que estar na lista de prioridades de todos os gestores públicos. 

Os candidatos que ora se apresentam como opções para os eleitores devem detalhar suas propostas nessa área sensível. Não se trata apenas de criar oportunidades de trabalho e fomentar a renda; é sabido que o desemprego tem conexão direta com os índices de criminalidade e com a qualidade da saúde pública. Pessoas com renda garantida se alimentam melhor, tem melhor qualidade de vida e adoecem menos. Melhorar a saúde pública passa também por estimular a criação de postos de trabalho.

O governo federal tem um importante papel nesse enfrentamento, mas a responsabilidade também recai sobre os governos e prefeituras. Em vez de discutir quem é mais ou menos culpado pelo desemprego, os governos precisam começar a agir de maneira conjunta por meio de programas integrados para facilitar a vida dos empregadores, qualificar os desempregados e estimular o empreendedorismo. O desemprego pode ser vencido, mas apenas com colaboração mútua.
 


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