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Editorial

Combate às fake news

29/01/2018 às 22:05
Show sabino 123

As fake news – notícias falsas inventadas por pessoas mal intencionadas e veiculadas nas redes sociais – são uma triste realidade atual que só tende a piorar. Qualquer um pode ser a próxima vítima. Circulam livremente pela internet textos sobre temas como a suposta morte do ex-deputado Sabino Castelo Branco, o satanismo do presidente Michel Temer, a Operação Mídia da Polícia Federal... informações falsas como essas tomam tal proporção que se torna praticamente impossível desfazer por completo os danos que causam.

A cada dia, novas vítimas são alvo dessa prática criminosa que atinge pessoas e instituições. No último final de semana, por exemplo, um blog divulgou a falsa notícia de que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) estaria prestes a cancelar o plano de saúde dos seus servidores. A notícia fake espalhou-se rapidamente por meio do Whatsapp, obrigando o gestor da pasta a negar com veemência qualquer intenção nesse sentido.  Mas o estrago já estava feito.

O veículo que deu vazão ao boato pode ser responsabilizado civil e penalmente, uma vez que a divulgação de informação falsa pode ser classificada como crime contra a honra, tal como a injúria e difamação. Vale ressaltar que quem compartilha informações falsas e potencialmente danosas, mesmo sem saber, contribui com a ação delituosa, além de prestar um desserviço, colaborando com a desinformação.

Foi o que aconteceu ontem, quando espalhou-se pela cidade  informação falsa sobre cobrança de pedágio na ponte Jornalista Phelippe Daou. Tudo mentira.

O público precisa ficar muito atento. Com a proximidade das eleições, certamente as redes sociais ficarão ainda mais saturadas com todo tipo de informações envolvendo os candidatos e seus aliados. É preciso desconfiar sempre e buscar a fonte da suposta  informação antes de dar-lhe qualquer crédito. Basta o leitor/internauta conferir o conteúdo dos blogs e sites de notícias para identificar aqueles que são, claramente, divulgadores de fake news.

Autoridades estão tomando providências, a Polícia Federal, juntamente com o Tribunal Superior Eleitoral, montam grupos de monitoramento e estudam formas de combater o problema. Até o FBI foi chamado para contribuir com a experiência norte-americana.

Porém, o papel mais importante cabe exatamente ao respeitável público, que precisa ficar alerta e não acreditar em tudo que lê ou toma conhecimento por meio das redes sociais, principal campo de disseminação das notícias forjadas.