Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
Editorial

Começou a corrida eleitoral


urna_menor_187A3FA1-269F-486A-9CDB-7F5BC3EABE78.jpg
27/09/2020 às 09:30

A campanha eleitoral para escolha do próximo prefeito de Manaus e dos vereadores começa oficialmente neste domingo, quando os candidatos estão autorizados a realizar ações de campanha nas ruas e na Internet, seguindo uma série de regras. Inevitavelmente, esta será uma campanha diferente de todas as anteriores, visto que coincide com a endurecimento das ações governamentais contra o avanço da covid-19, especialmente em Manaus. A campanha não pode motivar aglomerações e outras situações de risco que favoreçam o contágio pelo vírus que há matou quase 4 mil pessoas no Amazonas.

O mínimo que se espera é bom senso por parte de candidatos, cabos eleitorais e eleitores para fazer valer o cumprimento das regras estabelecidas. Cada cidadão deve agir como fiscal das boas práticas, supondo que não esteja entre os que rechaçam a gravidade da pandemia e lamentam o fechamento dos bares, flutuantes e casas de shows.

A Justiça Eleitoral terá que redobrar a vigilância para garantir que candidatos e seus prepostos não extrapolem as regras. O eleitor consciente pode ter a postura dos candidatos em meio à pandemia como critério de bom senso na hora de decidir o voto. Um candidato que não mostra preocupação com a própria segurança e com a dos outros não pode ter a responsabilidade necessária para ocupar o cargo que almeja. Com as restrições em vigor  o forte da campanha terá que ser no mundo digital. As redes sociais serão invadidas por todo tipo de material de campanha, assim como os grupos de whatsapp.

Estamos prestes a experimentar a campanha mais virtual da história. E isso nos traz o risco de um outro tipo de pandemia: a das fakenews. O debate na esfera virtual deve ser salutar e pautado na legalidade e na discussão dos temas de interesse da coletividade. Não se pode admitir o uso de milícias digitais, robôs e perfis falsos para espalhar mentiras e fatos distorcidos com a intenção de confundir o eleitor. O uso desses artifícios é  praticamente inevitável, mas deve ser combatido com firmeza segundo o rigor da lei.

Cabe ao eleitor ficar atento e não tomar como verdade tudo que for compartilhado nos grupos de whatsapp e nas redes sociais. Basta de fake news em eleições. Já sabemos na prática o tamanho do estrago que elas podem causar.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.