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Editorial

Concursos são sinal de dias melhores

16/05/2018 às 22:26 - Atualizado em 16/05/2018 às 23:10
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A divulgação por parte do governo do Estado do quadro de cargos e vagas para os concursos relacionados à Segurança Pública, assim como processos seletivos no âmbito municipal e autorizações para concursos federais são sinais inequívocos de que o cenário na empregabilidade começa a mudar para melhor. São mais de 1,7 mil empregos na esfera pública no Amazonas apenas neste ano. Isso sem considerar outros concursos já autorizados e em fases iniciais de organização, como Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, que também devem ter editais publicados ainda neste ano.

Além de movimentar o mercado de trabalho, a abertura de concursos com grande número de vagas também serve para oxigenar o serviço público, renovando quadros e abrindo espaço para novos profissionais, com novas ideias e dispostos a construir uma carreira de sucesso no setor público. A renovação na Polícia Militar, por exemplo, é mais do que bem-vinda, porque terá como reflexo uma polícia melhor, com novos agentes e soldados, além de suprir setores essenciais que hoje se encontram com déficit de pessoal, como ocorre na área de perícia, contemplada com 54 vagas no próximo concurso da Polícia Militar.

Da mesma forma, a previsão de contratação de 108 agentes penitenciários confirma a intenção do Estado em assumir a gestão das unidades prisionais do Amazonas, atualmente administradas por empresas terceirizadas com resultados muito aquém do esperado. Basta verificar a frequência das fugas, rebeliões, sem falar nos massacres que ocorreram no início do ano passado.

O aquecimento nas contratações certamente não se restringirá ao setor público. A iniciativa privada, a indústria e, consequentemente, o comércio também devem acelerar contratações nos próximos meses. Na indústria ainda paira a dúvida quanto ao cenário eleitoral pós-eleição, o que ainda deixa os empresários com o pé atrás, mas, independentemente disso, alguns segmentos já estão acelerando.

É o caso do segmento de duas rodas, que tem na Zona Franca de Manaus seu principal polo produtivo no País, sendo o segundo setor de maior peso para a indústria local. Várias fábricas já confirmaram a intenção de incrementar a produção e também o quadro funcional. Os tempos ainda são difíceis, mas os sinais de melhora começam a aparecer.