Terça-feira, 15 de Junho de 2021
Editorial

Consciência ambiental


show_1_D058DD3D-7E47-4E2C-961C-F45D4CEE801D.jpg
17/05/2021 às 07:51

Um dos grandes desafios de Manaus, cuja superação poderia transformar a cidade em exemplo positivo para o mundo, é sair do ciclo vicioso que envolve a relação com o rio e corpos d’água que cortam o município. Ano após ano, a mesma situação se repete: toneladas e mais toneladas de lixo sólido são retiradas da orla do rio Negro e dos igarapés, apenas para que mais lixo seja novamente depositado. Não resta dúvida de que se trata de um ciclo vicioso com raízes profundas na própria trajetória da cidade. A Prefeitura de Manaus acaba de retirar 500 toneladas de detritos dos igarapés e 600 toneladas do rio Negro. Se nenhuma ação mais enérgica e abrangente for posta em prática, daqui a alguns meses, a mesma intervenção da Prefeitura será novamente necessária.

E não se trata de um desafio adstrito ao poder público. É uma questão que precisa ser enfrentada conjuntamente, por meio de esforços combinados de governo, prefeitura, terceiro setor e sociedade como um todo, sendo que o envolvimento popular é essencial. Como se sabe, não há solução mágica. A consciência ambiental não fará parte da vida das pessoas da noite para o dia. E o caso de Manaus é ainda mais especial se considerarmos que a relação da cidade com o rio e com os igarapés tem sido danosa desde sempre.

Já houve avanços significativos com a implementação do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), mas é consenso entre especialistas que a medida de maior impacto ainda não foi tomada: a elaboração de um amplo programa de educação ambiental focado, principalmente, em crianças e adolescentes. Esse é um dos aspectos que precisam ser trabalhados para que tenhamos, em um futuro talvez não muito distante, uma sociedade mais consciente. Tal iniciativa precisa ser construída de tal forma que seja um programa de estado e não apenas uma ação de governo que possa ser descontinuada nas gestões subsequentes.

A proposta da atual gestão municipal caminha nessa direção. A Prefeitura planeja um abrangente programa de educação ambiental visando a conscientização do povo sobre o impacto positivo causado pelo simples gesto de não jogar lixo nos rios e igarapés. Quem sabe, na próxima década, a Prefeitura já não tenha que gastar R$ 1 milhão por mês apenas para remover lixo das águas.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.