Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Editorial

Corrida pela educação


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06/05/2019 às 08:02

A partir de hoje, milhões de estudantes brasileiros se inscreverão para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja nota será decisiva no futuro acadêmico dos alunos. Os estudantes têm até o dia 17 para fazer a inscrição, pagar o boleto e garantir a participação no exame e acesso ao ensino superior em universidades.  Trata-se do maior exame vestibular do Brasil e o segundo maior do mundo. A realização do Enem, supondo que ocorra sem problemas, será uma vitória para o País, considerando os altos e baixos vividos pela Educação nos primeiros quatro meses do ano, com dança das cadeiras no Ministério da Educação (MEC), falência da gráfica responsável pelo Enem e temores de que promessas de intervenção direta nas questões do exame fossem mesmo levadas a cabo, o que seria, no mínimo, absurdo. Esse temor, aliás, ainda permanece.

Criado em 1998 e reformatado para o padrão atual em 2009, quando passou a ser a principal forma de ingresso a cursos de graduação, o Enem é uma ferramenta de gestão educacional consolidada, com resultados extremamente positivos. Além de servir como grande vestibular, também fornece dados que devem ser usados pelo MEC no direcionamento de políticas educacionais. É um patrimônio que o País precisa valorizar e aperfeiçoar cada vez mais.

Na administração federal há uma preocupação exacerbada com tudo que possa ter relação com as antigas gestões petistas. Isso toma um espectro preocupante na Educação, especialmente no que diz respeito ao Enem. É preciso perceber com rapidez que uma pasta estratégica como a da educação não pode ser palco de disputas mesquinhas de grupos alinhados a esta ou àquela orientação ideológica. O MEC precisa ser conduzido de forma eminentemente técnica, sem nenhuma interferência de gurus de qualquer tipo. E o Enem, desde a gestão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pelas provas, até a concepção das questões e aplicação  das provas, precisa acontecer da forma mais independente e transparente possível.

O que está em jogo não são só os sonhos de legiões de jovens que buscam ingresso no ensino superior para ascender às carreiras profissionais que escolherem, mas a própria responsabilidade do País em dar suporte à próxima geração de brasileiros.


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