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Editorial

Corrupção, uma chaga mundial

10/05/2016 às 21:51
Show bandeira do brasil

Ao mesmo tempo em que o Senado brasileiro discute, hoje, se abre um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, muito influenciado pelos casos de corrupção trazidos a lume pela Operação Lava Jato, capitaneada pelo juiz Sérgio Moro, em Londres, na Inglaterra, líderes de 40 países estarão sentados a mesa exatamente para definir estratégias e combate a corrupção de uma maneira global.

O fato de 40 dos mais importantes países do mundo estarem discutindo o tema, demonstra claramente que corrupção não é um assunto apenas de países em desenvolvimento como é o caso do Brasil.

Nas palavras do primeiro ministro britânico e anfitrião do encontro, David Cameron: “A corrupção é inimiga do processo e está na origem de muitos dos problemas do mundo”.

Além dos líderes mundiais, participarão ainda deste encontro histórico organizações não-governamentais especializadas em questõs de transparência pública e representantes de instituições financeiras, chamados a participar porque ao final e ao cabo o dinheiro roubado do erário público, em qualquer parte do mundo, acaba numa conta bancária do sistema financeiro mundial, sobretudo em  paraísos fiscais.

Por conta desse detalhe, revelado ao mundo em minúcias pelo consórcio de jornalistas investigativos que se debruçou sobre os chamados “Panama Papers”, é que o encontro entrou na pauta mundial neste dia tão emblemático para os brasileiros.

 Os Panama Papers são um conjunto de 300 mil documentos que mostram como o escritório de advocacia panamenho Mossac & Fonseca abriu, administrou e controlou milhares de empresas, algumas fantasmas, em paraísos fiscais como Ilhas Virgens Britânicas.

 Pois é essa investigação mundial que levará a Londres líderes do porte dos presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Afeganistão, Ashraf Ghani, e da Nigéria, Muhammadu Buhari, assim como o secretário de Estado americano, John Kerry.

Certamente líderes dessa estatura também vão se ocupar de discutir como o mundo mudou ao se transformar em uma aldeia globalizada e hoje comportamentos antes admitidos como pequenos deslizes são vistos, como verdadeiramente são, casos graves de corrupção e desvio do caminho ético que todo ser humano, dirigente público ou não, deve seguir.