Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Editorial

Criança precisa de atenção


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13/10/2019 às 09:29

O sábado e este domingo estão dedicados ao ser criança. Para os que podem, presentes com preço alto e vinculados ao mundo eletrônico foram a opção, para os que não podem bancar o preço, outras alternativas tentam suprir desejos vistos como necessidade e, alguns, ignoram a data.

Nessa data, o melhor dela é pensar na pessoa criança como ser portador de direitos e de garantias que devem ser efetivados. No mundo, marcado por avanços estupendos da tecnologia e das inteligências artificiais, um dos cenários que grita é a condição de abandono de milhares de crianças e de adolescentes no Planeta, não apenas aqueles que atravessam, com seus familiares, os mares e conseguem chegar vivos em países que os rejeitam, mas há os que ficam em situação de miséria, de abandono e da completa falta de perspectiva que lhes assegurem vida digna.

No Brasil, e particularmente no Amazonas, a condição de pobreza e de miséria das crianças e de adolescentes aumenta. A insegurança é a companhia diária e faz vítimas em espancamentos, estupro, exploração sexual, discriminação e racismo. Outros direitos estão sendo violados como o de acesso à escola, o de ter escola com qualidade, o de atenção integral à saúde da criança, o direito ao lazer, o respeito à cultura dessa pessoa. O trabalho infantil volta a ser apresentado como uma necessidade e faz o Brasil retroceder na luta para eliminar esse problema grave.

A cidade de Manaus, mais visível aos olhos da mídia, dos conselhos tutelares e da própria sociedade, apresenta inúmeros pontos cheios de crianças, bebês, adolescentes e jovens. Alguns resolvem, para si, a questão, ao apontarem essas pessoas como não sendo do Amazonas, “são venezuelanos”. São pessoas, crianças como qualquer outra criança no mundo que necessitam de amparo e de proteção. As do Amazonas, em Manaus, também experimentam, em parcela expressiva, o abandono e a subvida. Muitas delas recebem migalhas e outras estão sendo cooptadas para serem violadas e marcadas para sempre, se conseguirem se manter vivas.

Que o Dia da Criança se transforme em manifestações de defesa dos direitos dela e na efetiva garantia desses direitos. Que a criança tenha assegurada a sua infância em qualquer lugar do mundo, e a parcela da humanidade realmente preocupada com essa pessoa – criança – possa ampliar as alianças de luta em defesa da infância e pelo fim da violência contra a criança. É o presente mais importante.


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