Publicidade
Editorial

De volta ao trabalho legislativo

05/02/2017 às 19:38
Show congresso nacional

As casas Legislativa de todos os Estados e Municípios  voltam ao trabalho hoje com a missão de ajudar o País a sair das diversas crises pelas quais estamos passando, sendo a principal delas a descrença do povo nos seus representantes em face das revelações trazidas a lume por operações policiais.

Na União, o Congresso Nacional retoma uma agenda de reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer em meio ao medo generalizado causado pela delação de 72 executivos da empreiteira Odebrecht. Batizada de delação do fim do mundo, os relatos envolvem políticos que ocupam os principais cargos do Poder, entre eles o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB/CE), o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM/RJ), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RJ), o líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB/AL), todos políticos de proa que em algum momento vão ter um encontro com a Justiça e ao mesmo tempo vão votar, por exemplo, a polêmica reforma da Previdência, que estabelece a idade mínima de 65 para o cidadão se aposentar e um tempo de 49 anos na ativa para garantir o benefício pelo teto máximo do INSS, hoje em pouco mais de R$ 5,5 mil.

Na Assembleia Legislativa do Estado temos um rol de projetos e vetos encaminhados pelo governador José Melo (Pros) para serem votados ainda neste primeiro semestre. Todos com amplo impacto nas contas públicas e com soluções para o problema da crise econômica que afeta o modelo Zona Franca.

Tanto no Congresso Nacional como na ALE-AM, os personagens serão os mesmos, com uma ou outra alteração em função da eleição municipal do ano passado, quando alguns foram eleitos para cargos majoritários nos seus municípios.

Já na Câmara Municipal, temos viva a esperança de que novos personagens tragam um sopro revigorador para a política em Manaus. Das urnas saiu uma CMM que se renovou em 49%, mas sem a garantia de que a renovação de nome se transforme em renovação de práticas e de ideias.

E é exatamente a renovação de práticas e ideias que precisamos, uma vez que a história do parlamento manauense é marcada pelo servilismo da maioria ao prefeito de plantão, não importando os erros ou os acertos que eventualmente ele possa ter.