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Editorial

Desafios da Virada Sustentável

10/07/2016 às 19:16
Show virada

Os três últimos dias mobilizaram milhares de pessoas em torno de motivações sustentáveis no Estado do Amazonas. Na cidade de Manaus a ênfase das ações. Interesses diversos – das grandes às pequenas causas – foram reunidos sem ignorar os atritos para tratar das possibilidades de um mundo sustentável.

O desafio é enorme e cheio de armadilhas. Destruidores do mundo muito rapidamente se apropriam dos discursos e reinventam suas formas de destruição para, numa linguagem de mercado, manterem seus negócios e seus faturamentos. É fundamental manter a atenção ampliada e conhecer o máximo possível o fundo de pano dos discursos.

A experiência mais localizada carrega intenções diversas nesse campo contaminado. E intenções que põem em evidência os conflitos e as dificuldades de Manaus enquanto proposta de se fazer sustentável. Há uma conduta predominantemente insustentável. Como enfrentá-la? Iniciativas como as viradas sustentáveis e outras fazem ensaios, pelo menos aproximam para as discussões sobre um modelo de vida e de desenvolvimento que afetam duramente as pessoas e o lugar onde elas vivem.

A capacidade de mobilização, as rodas de conversas, e uma série de apetrechos culturais colocados em atividade para o movimento local são manifestações valiosas como esforço ampliado. Proporcionam ambientes mais acolhedores, de reflexão e de posicionamentos críticos.  Manaus necessita profundamente de olhar mais atencioso para encontrar caminhos mais inteligentes na busca de se fazer cidade humanizada. Por enquanto, a estrutura mais forte é aquela que produz uma relação de violência cotidiana em crescimento.

As ações pela sustentabilidade podem ajudar a enfrentar esse problema e construir saídas mais saudáveis. Ao mesmo tempo esse movimento proporciona diálogos diversificados, aciona as participações multiculturais e investe na descentralização de um modo de fazer. São muitos os protagonistas e eles são, possivelmente, a feição mais rica da experiência que vem sendo realizada porque passam a agir sem dependência oficial e diversificam as formas de ver, as participações, os entendimentos.

É promissor ver a quantidade de jovens e crianças envolvidos nessas mobilizações. E o quanto eles se sentem valorizados, importantes e animados em fazer mais, em ligar as coisas. Neles residem as possibilidades de avançar e construir novas condutas a partir dos pequenos lugares (as ruas do bairro, o ginásio da escola, a comunidade, a praça) para ampliar o entendimento do quanto a vida está sendo atacada e precisa ser revalorizada em seu todo.