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Editorial

Desafios do novo superintendente

02/06/2017 às 23:17 - Atualizado em 02/06/2017 às 23:19
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A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), autarquia da maior relevância para o Estado do Amazonas e para toda a Amazônia Ocidental, tem um novo comandante, Appio Tolentino ainda não se apresentou aos funcionários da Suframa, mas já é oficialmente o novo superintendente desde ontem, quando a nomeação dele foi publicada a no Diário Oficial da União, em substituição de Rebecca Garcia, que ocupava o cargo desde 2015.

 O cargo de superintendente, como em todos os órgãos da administração direta e indireta, é de livre nomeação que compete ao presidente da República. Os critérios para isso, infelizmente, são políticos. É uma pena que um órgão de tamanha importância para a região tenha seu dirigente maior escolhido de acordo com conveniências da política. Em um mundo perfeito, a qualificação técnica seria o principal critério, como defendem as lideranças empresariais da região. Na semana passada, dirigentes empresariais fizeram um apelo para que a autarquia não fosse usada como moeda no jogo político. Não adiantou.

Mas isso não significa, de forma alguma, que Tolentino não tenha os requisitos necessários para fazer uma boa gestão à frente do órgão. Cabe a ele a responsabilidade de administrar a instituição que dá suporte ao maior centro industrial do Norte do País, um polo com mais de 600 empresas, que gera mais de 80 mil empregos diretos e é o maior arrecadador de impostos da região.

Os desafios para o novo superintendente são enormes. Com o País em crise, o Polo Industrial de Manaus encolheu no que diz respeito à geração de empregos - já foram mais de 100 mil - e atração de novos investimentos. Cabe a ele lutar pelos ajustes que vão preparar a Zona Franca para a retomada do crescimento econômico. Recentemente, o governo federal criou novas taxas que vão garantir um faturamento formidável para a autarquia. Tolentino terá que cobrar do governo federal o cumprimento da garantia de que tais recursos não serão contingenciados. Ele terá algo que seus antecessores recentes não tiveram: dinheiro para promover a interiorização do desenvolvimento, algo fundamental, mas paralisado há mais de uma década. Vamos esperar que o compromisso com o desenvolvimento seja a principal motivação do novo superintendente e que sua atuação supere qualquer desconfiança inicial.