Publicidade
Editorial

Desemprego

14/05/2017 às 20:27 - Atualizado em 14/05/2017 às 20:29
Show temer099999

O Presidente da República, Michel Temer (PMDB), completou, neste fim de semana, um ano no cargo para o qual foi guindado com o impeachment da petista Dilma Rousseff (PT) auto-impondo-se a missão de voltar as taxas de desemprego para níveis razoáveis. É u desafio e tanto para um governante que tem baixíssima popularidade, patrocina reformas impopulares e escora o governo num congresso que predominantemente está as voltas com os delatores da Operação Lava Jato.

Os últimos números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o desemprego cresceu neste ano 1 de Michel Temer, chegando hoje na casa dos 14 milhões de brasileiros sem carteira assinada.

Para se ter ideia do tamanho da encrenca, somente no segundo semestre  é que o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vislumbra uma quebra na aspiral do desemprego, o que sinaliza para bons tempos apenas no próximo ano, quando o presidente entrará no último ano de mandato dele, quando costumeiramente presidentes que estão de saída sofrem para conseguir um cafezinho quente no gabinete.

Apesar do timming conspirar contra Temer, ele pelo menos conquistou neste ano de trabalho uma boa base de sustentação parlamentar no Congresso Nacional e as reformas propostas por ele, de algum modo, estão avançando e, com isso, dando sinais positivos para a iniciativa privada.

Na principal delas, a previdenciária, o governo está fazendo muitas concessões a carreiras já privilegiada e ao final ela pode acabar não surtindo todos os efeitos esperados no equilíbrio das contas públicas no longo prazo. Já a reforma trabalhista, que andou celeremente na Câmara Federal,  chegou ao Senado e perdeu algum fôlego, sobretudo por conta das ações do líder do PMDB, senador Renan Calheiros (PMDB/AL), que é contra e promete unir fileiras com as bancadas capitaneadas pelo PT. Será, portanto, o maior desafio fazê-la andar pelos escaninhos das comissões senatoriais.

Aprovadas neste ano, essas reformas vão se refletir sobre a economia no próximo ano e dar, se funcionarem, o lugar na história que Temer chamou para si. É esperar para ver e torcer para que o Brasil consiga sair melhor deste governo do que entrou.