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Editorial

Desemprego desafia

01/05/2018 às 20:14 - Atualizado em 02/05/2018 às 22:05
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Mais de 193 milhões de pessoas no mundo estão desempregadas. Na América Latina, o contingente dos sem emprego na área urbana é estimado em 26 milhões e de acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), a tendência é de manutenção do cenário ou de agravamento decorrente do agravamento de crises político-econômica em países que formam a região.

No Brasil, um dos centros geradores de crise com profunda repercussão na América Latina, o número de desempregados é o mais alto dos últimos anos. São mais de 13 milhões de brasileiros fora dos postos de trabalho (dados do IBGE), com participação ativa na massa de desempregados das mulheres.

Os atos para marcar o 1º de Maio deste ano em todo o mundo, ontem, chamam atenção à necessidade de repensar o tema do trabalho e emprego na sociedade globalizada e alerta para a precarização das condições de trabalho; o caráter privativista da reforma da Previdência. No Brasil, as centrais sindicais depois de três décadas voltaram a fazer um ato unificado, em Curitiba, onde o rechaço as reformas propostas pelo Governo Temer foram o tom, assim como a luta por democracia e pela liberdade do ex-presidente Lula. Na maioria das cidades brasileiras ocorreram manifestações envolvendo diferentes segmentos sociais decididos a se posicionarem publicamente nesse 1º de Maio.

Para a ampla maioria dos trabalhadores do Brasil, as decisões do Governo Temer se traduziram em fracasso, pois além de oferecerem respostas lentas, incidir sobre perdas trabalhistas e reforçar a privatização de setores públicos não conseguiram aumentar o número de postos de trabalho. Ao contrário, produziram estagnação e aumento do desemprego. Os salários sofrem perdas e os preços que compõem o custo de vida tiveram alta significativa. Luz elétrica, água, transporte público e determinados gêneros alimentícios, somados, acossam as famílias, muitas vezes com uma única pessoa empregada. Ou ainda na dependência direta do vencimento do aposentado que, por sua vez, na maioria dos casos, fica impedido de comprar medicamentos de consumo diário e dos quais não pode abrir mão.

A instabilidade política somada à baixa credibilidade do governo, do legislativo e do judiciário contribui para agravar a condição de vida da maioria dos brasileiros com forte impacto na vida das mulheres e dos jovens. Para os trabalhadores, o caminho é resistir.