Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
Editorial

Desinformação é ameaça à saúde


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18/04/2019 às 07:32

A onda de desinformação que acompanha o avanço das redes sociais tem preocupado especialmente os setores ligados à saúde pública. Os efeitos desse fenômeno foram analisados no “IV Workshop SBIm para Jornalistas”,  evento da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) realizado em São Paulo. Uma das conclusões é também a mais óbvia: a informação correta, objetiva e com embasamento científico é a melhor aliada para prevenir e desfazer fake news, seja na saúde ou em qualquer outra área.

O alerta sobre a necessidade de combater as informações erradas cresce em importância diante da queda da cobertura vacinal no Brasil, fenômeno que vem ocorrendo desde 2006, segundo dados do Ministério da Saúde. Contribui para isso uma falsa sensação de segurança com o controle sobre muitas doenças, o que alimenta o descaso de pais que deixam de levar seus filhos para vacinar.

Soma-se a isso a desinformação, fator mais difícil de se combater. Por incrível que pareça, existe um movimento antivacina em plena atividade no País, alimentado por notícias falsas difundidas pelas redes sociais e que deixam muitas pessoas receosas em relação à imunização, isso sem mencionar a alta do conservadorismo, que reduz a credibilidade e prestígio de tudo relacionado à ciência. Nos Estados Unidos, onde esse movimento é ainda mais forte, já há registro do retorno de doenças consideradas erradicadas, como o sarampo, que vem causando  mortes. Como ressalta a vice-presidente da Sbim, Isabella Ballalai, depois que uma informação errada atinge muita gente é deveras trabalhoso desfazer os danos.

Por fatores como esse, o sarampo, que estava erradicado no Brasil desde 2016, voltou a ser um problema. Como resposta, o Ministério da Saúde prepara uma ampla campanha de incentivo à vacinação. A parcela bem informada da sociedade – que não forma sua opinião a partir de posts no Facebook ou no Whatsapp – também tem um papel relevante a desempenhar. Em tempos de Terra plana, é preciso arregaçar as mangas e partir para o debate, confrontando fake news com fatos concretos e bem embasados.

As vacinas ainda estão entre as melhores formas de prevenir muitas doenças. São desenvolvidas e distribuídas segundo padrões internacionais de qualidade. Não há nenhum perigo, apenas benefícios para a sociedade e para o País. Esses são fatos e qualquer informação em contrário não passa de mentira.


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