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Editorial

Desrespeito com os contribuintes

13/03/2018 às 22:18
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Falta de tapumes para isolar a área, ausência de sinalização de segurança, falta de escoramento para evitar que o barranco desmorone... são apenas alguns erros básicos que podem ser apontados por qualquer engenheiro a respeito da obra que a Prefeitura de Manaus realiza na avenida Djalma Batista desde que uma cratera gigante tomou conta de um trecho da via.

Os riscos são grandes para a população e também para os trabalhadores que atuam na intervenção ainda em andamento.

E esses são os problemas mais evidentes. Outros devem aparecer no médio prazo. Infelizmente, intervenções mal feitas estão fadadas a serem refeitas, consumindo mais recursos públicos em um ciclo que parece não ter fim.

É o que acontece, por exemplo, na adutora de água que estoura pelo menos duas vezes por ano na Avenida Cosme Ferreira, nas proximidades da rotatória do Coroado. A obra já foi refeita diversas vezes, causando muito transtorno no trânsito, apenas para ser novamente executada meses depois.   

Na periferia, são famosos os inúmeros buracos “eternos”, que parecem estar permanentemente em obras, principalmente nos bairros mais afastados do Centro da cidade.

É evidente a falta de seriedade na execução dessas obras, que deveriam ser duradouras para assegurar o bem-estar da população, respeitando o princípio da economicidade no uso dos recursos públicos, sem falar no respeito aos contribuintes que pagam seus impostos para ter serviços de qualidade.

A impressão que fica é que o serviço é mal feito de propósito, com intervenções com prazo de validade muito curto, para que novos serviços sejam necessários, gerando mais pagamentos para as empresas contratadas para tais atividades. No mínimo, há negligência por parte da Prefeitura de Manaus ao não fiscalizar a qualidade dessas obras, zelando pela boa aplicação dos recursos públicos.

Cabe aos órgãos de controle avaliar essa situação e atuar com rigor para garantir que o cidadão não seja lesado por eventual má fé das empresas que executam esses serviços, da Prefeitura, ou de ambas. Após todo o transtorno que a obra da Djalma Batista está causando, o mínimo que se espera é um serviço de excelente qualidade, não um sumidouro de   dinheiro público.