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Editorial

Destravando os PPBs

09/03/2017 às 22:38
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A tecnocracia incrustrada até mais não poder nos gabinetes do Governo Federal, por vezes, demonstra uma má vontade com a Zona Franca de Manaus que passa de todos os limites da paciência, sobretudo porque não prejudica apenas nós, os amazonenses, mas toda a economia do País.

É o caso da análise que os Ministérios da Industria, Comércio e Desenvolvimento (MDIc) e de Ciência e Tecnologia (MCT) há quatro anos não fazer dos processos produtivos básicos de mais de 12 produtos que o Brasil importa e que poderia estar sendo feito no nosso Distrito Industrial, diminuindo assim o nosso déficit em balança comércial e a perda de riqueza em moeda estrangeira.

Por conta dessa situação insustentável, o governador José Melo (Pros) acertou com o presidente Michel Temer (PMDB) , no encontro que tiveram na quarta-feira, a imediata criação de um grupo de trabalho para rever essa situação e logo definir os PPBs destes produtos, posto que muitas industrias já manifestaram interesse de produzi-los aqui em nosso Distrito Industrial.

De acordo com o secretário de Estado de  Planejamento, José Jorge Nascimento, o primeiro da fila para ser analisado é o PPB das luminárias de LED. “Hoje, há uma política nacional de substituição do uso dessa energia que tem um custo mais barato e é política e ambientalmente correta”, lembrou José Jorge, acrescentando que, no mínimo, há quatro empresas multinacionais interessadas em produzir lâmpadas LED na ZFM. Todas, com os processos produtivos aprovados, terão direito a receber os incentivos constitucionalmente previstos para o modelo Zona Franca e assim, em um curto espaço de tempo, poderão instalar fábricas no Estado, gerando emprego, pagando impostos e reduzindo os custos destes produtos, que, como lembra o secretário, é a principal opção para os administradores públicos municipais fazerem a troca da iluminação pública dos postes.

Neste sentido, a hora será de cobrar agilidade dos técnicos, que costumam se escorar em leis, decretos e portarias para postergar decisões tomadas pelos entes políticos, que são os verdadeiros gestores da coisa pública.

Bem fez, então, o governador ao buscar envolver o presidente Temer na solução do problema, que agora parece já poderá ver uma luz no fim do túnel.