Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
Editorial

Desvalorização e desperdício de espaços


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09/02/2020 às 11:27

As obras de recuperação do Polo Industrial de Manaus estão sendo transformadas em capítulos de uma novela deplorável. Não apenas do ponto de vista estético, mas principalmente econômico e social. O fluxo de pessoas e de veículos na região do Distrito Industrial é intenso e sustenta uma série de negócios relacionados a macro e à microeconomia cujo impacto na cidade e no Estado é importante.

Esse cenário deveria ser, sempre, bem cuidado. Ao contrário, no caso do Polo Industrial, foi transformado em cabo de guerra numa disputa nada inteligente e longa que demonstra a falta de estratégia e mesmo desprezo à inteligência que deveria ser acionada pelos gestores públicos, os legisladores em conjunto com as representações empresarial e de trabalhadores para garantir à área recuperação, modernização e um plano permanente de manutenção.

O quadro de abandono do DI é antigo e traduz a postura do conjunto dos poderes no trato dos temas de interesse da Zona Franca. É de caráter episódico, afeito a velha postura de salvadores isolados, refém do humor do governo federal e do movimento realizado em período eleitoral. No geral, no âmbito do Amazonas, a ZFM se ressente de um plano de ação que consiga reunir todas as forças estaduais e fazê-las funcionar em defesa do modelo, construir relação mais próxima com o conjunto da população e ser a expressão da importância que a ZFM tem para o Estado e a população de parte da Amazônia Ocidental.

Do jeito que está o que mais sobressai a decadência física do conjunto arquitetônico do espaço. A revitalização, trabalhada como incentivo aos negócios de incremento da economia da cidade, pode representar de fato abertura de postos de trabalho, geração de renda e um novo circuito turístico.  Para Manaus, esses arranjos seriam uma resposta e uma reação aos vários problemas que a cidade enfrenta entre os quais o desemprego, a informalidade, à violência e à falta de perspectiva que afeta milhares de pessoas.

Enquanto funcionar o pacto menor, esses e outros espaços relevantes da cidade estão sendo precarizados e empurram Manaus para baixo, mantêm os problemas econômicos-sociais em alta e ignora possibilidades e boas respostas em pequenos e médios projetos para incrementar os diversos setores envolvidos nessas ações.


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