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Editorial

Dia de luta contra a Aids

01/12/2018 às 08:38
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Neste sábado, o mundo desenvolve ações mobilizadoras na luta contra a AIDS. O 1º de dezembro é dedicado ao combate e reflexão sobre a doença que matou desde o início da epidemia mais de 35 milhões de pessoas. O Amazonas apresenta quadro preocupante em relação as grávidas, aparece, de acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, com a terceira taxa mais alta dos diagnósticos de grávidas infectadas.

Em Manaus, a partir das 17h30 deste sábado, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS realiza, na Arena da Amazônia, ato público com o tema: Resistir para Existir – 30 anos de luta. Movimentos Sociais, Secretaria Municipal de Saúde, pesquisadores, profissionais das diferentes áreas da saúde e populares participarão da manifestação que quer reforçar a necessidade de atenção nas medidas preventivas e no tratamento das pessoas infectadas pelo HIV.

Dados do unaids.org.br indicam que no ano passado 36,9 milhões viviam com AIDS em todo o mundo. Somente em 2017 1,8 milhão de pessoas foram infectadas. No Brasil, em 18 anos, até o mês de junho, o total de pessoas infectadas era de 116.292, no Norte, o porcentual estimado é de 118,5% e, no Nordeste, de 87,5% na última década, segundo o Ministério da Saúde.

Trazer a AIDS à cena pública é necessário, embora o País registre redução nos casos de AIDS, algumas regiões apresentam situações que preocupam autoridades da saúde quanto a um entendimento mais geral de que a doença está sob controle e já não precisa de reforço nas medidas preventivas. Não está e exige que sejam retomadas condutas de cuidado, de monitoramento nas diferentes faixas etárias, com foco na juventude e adolescente e pessoas da terceira idade.

O Dia Mundial de Luta Contra a AIDS instituído em 1987, pela Assembleia Mundial de Saúde, e no Brasil, em 1988, permanece como espaço importante para chamar a atenção sobre a Imunodeficiência Adquirida e os riscos de uma nova epidemia ocorrer em escala mundial. A AIDS, se a política de tratamento for fragilizada, poderá juntar-se a outras tantas doenças que reaparecem de forma vertiginosa e mataram milhares de pessoas, ameaçam matar outras e deixam milhões adoecidas e com sequelas que produzem prejuízos enormes às pessoas, às famílias e ao erário público.