Domingo, 01 de Agosto de 2021
Editorial

Discrepância na vacinação


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09/06/2021 às 07:42

O Amazonas acaba de receber mais um lote de vacinas, com 35,1 mil doses de imunizantes da Pfizer. Ao todo, o Estado já recebeu mais de 2,3 milhões de doses provenientes do Programa Nacional de Imunização desde 18 de janeiro. Entretanto, infelizmente, o ritmo de vacinação continua muito aquém do esperado. Até agora, 38% da população tomou as duas doses no Estado, porém, há uma enorme discrepância entre os índices vacinais registradas na capital e no interior. Enquanto, em Manaus, 63% da população-alvo já tomaram as duas doses, no interior, esse índice corresponde a apenas 23%. Os dados são do vacinômetro da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). 

Dezesseis cidades ainda não conseguiram ultrapassar a marca de 40% de vacinação da população-alvo com a primeira dose. Alguns casos são emblemáticos: em Barcelos, apenas 28% foram vacinados com a primeira dose; em Anori, só 31%. Em termos de segunda dose, a situação é pior: o município melhor posicionado, Santa Isabel do Rio Negro, mal conseguiu imunizar a metade do público-alvo. No município com pior desempenho, Nova Olinda do Norte, a segunda dose chegou para apenas 8%. É preciso esclarecer que fatores concorrem para essa discrepância e encontrar formas de combatê-los. Pode ser o caso de rever a estratégia que vem sendo adotada em relação à imunização nos municípios, ao engajamento da população e das próprias prefeituras. 

Vale ressaltar que a vacinação em si é realizada pelas prefeituras municipais, sendo o governo do Estado responsável pela distribuição. Sabe-se que há vacinas ainda armazenadas em unidades de saúde de cidades com evidente baixa demanda, com risco de perda do prazo de validade. Para evitar tal risco e acelerar a vacinação, o governo poderia estabelecer metas para as administrações municipais usarem os imunizantes, questionando os retardatários sob pena de realocação das vacinas em outras cidades onde haja maior interesse. Outro aspecto é a divulgação da campanha nos meios de comunicação, que pode ser melhor explorada, já que o próprio Ministério da Saúde não o faz. A vacinação contra covid-19 é um dos temas mais relevantes, se não for o mais relevante, para o País neste momento. Apenas com a imunização em massa será possível projetar uma retomada real da economia e dos empregos.
 


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