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Editorial

Doenças ameaçam população

25/04/2018 às 21:50
Show mal ria

O Brasil e de forma mais particular a Amazônia vivem a volta de doenças que estavam sob controle e a expansão de outras cujo controle exige outras providências, como é o caso da malária. Ontem, no lançamento da campanha nacional de Luta contra a Malária, especialistas dessas áreas se manifestaram sobre a importância da prevenção e da continuidade das ações governamentais, em parceria com  as organizações da sociedade, para obter um perfil de equilíbrio  no combate a essas doenças.

Sarampo, gripe e malária constituem um trio de preocupação e apontam para a necessidade urgente de tomada de decisão a fim de impedir quadro epidêmico e ou pandêmico. Os indicadores das instituições de pesquisa apontam o crescimento do número de casos de malária em todos os Estados amazônicos. O crescimento do número de casos ocorre após dois anos de tensão e adoecimentos provocados pelo Zika.

No Amazonas, a malária alcança número cada vez maior. A campanha lançada, ontem, em Manaus, faz parte de uma estratégia de enfrentamento da doença visando reduzir o número de casos e garantir tratamento em tempo hábil aos pacientes. Os prejuízos  provocados pelo reaparecimento dessa doenças são inúmeros, de ordem pessoal e familiar, na atividade de trabalho e de lazer. Doentes, centenas de pessoas são impedidas de ir ao trabalho e poderão permanecer afastadas por tempo mais longo se não receberem o tratamento devido no tempo mais adequado.

A campanha nacional de combate a malária é um dos instrumentos de sensibilização da população para se tornarem parte efetiva do esforço de prevenção e de tratamento da doença. Sem esse envolvimento será difícil avançar em programas de enfrentamento a essa e outras doenças e o risco da não obtenção do resultado esperado. As circunstâncias em que as doenças aparecem reivindicam uma atitude governamental que preze pela transparência das iniciativas, ampla participação popular e de igrejas, funcionamento das unidades básicas de saúde nos bairros, e de servidores públicos dispostos a promover a prevenção e fazer funcionar da melhor forma possível os protocolos de registros dos casos confirmados e de acompanhamento do tratamento. O efeito conjunto das três doenças pode gerar um quadro caótico no Estado do Amazonas. A hora é de acionar os instrumentos adequados para impedir que se chegue a esse estágio.