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Editorial

E o futuro

01/05/2016 às 20:38
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O mês de maio começou ontem com a esperança de fim da crise política e o ensaio de um novo governo no País. Embora os ritos formais ainda estejam sendo cumpridos no Congresso Nacional, o  governo Dilma Rousseff (PT) vive, efetivamente, se não houver uma reviravolta gigantesca, seus últimos dias com a possibilidade de o Senado votar, por maioria simples, a admissibilidade de um processo de impeachment em face das chamadas pedaladas fiscais.

O recurso contábil que dez em cada dez administrador público usa para tocar o barco da gestão do erário será a nota que vai tirar o atual governo da União, embora outros tantos motivos estejam na pauta política da Nação. O País sabe que, consumado o impeachment, precisará urgentemente tomar um rumo que possibilite levar o povo, e a Nação, para um rumo diferente do que hoje estamos vivenciando. A política atual se exauriu, portanto é hora de fazer algo diferente e que possa alavancar a Nação para um novo patamar

O Brasil, desde a redemocratização, tem sido um bonde que vai resolvendo problemas em concomitância das necessidades. O governo Itamar Franco acabou com a inflação, os dois governos Fernando Henrique Cardoso seguiu uma cartilha neoliberal que nos colocou na crise dos anos 90, quando três vezes tivermos que ir ao FMI, porém com a vantagem de ter reduzido o tamanho do Estado e assim colocado a iniciativa para trabalhar nos setores estratégicos. Os governos petistas tiveram a vantagem de implantar programas sociais e focar nas camadas mais pobres no seu projeto de desenvolvimento, o que permitiu anos de crescimento, mas ao fim e ao cabo vemos hoje uma exaustão deste modelo. O que virá agora?

Se consumado a troca de governo, pela via do impeachment, temos de refletir bastante sobre o que resta ao País, pois não há mais muito o que privatizar e nem pobres a socorrer. Qual rumo tomar numa situação em que os modelos clássicos foram exauridos? Este é o desafio que virá para os novos dirigentes.