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Editorial

É preciso mais diálogo

16/05/2016 às 22:33
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Transporte coletivo é um dos serviços públicos essenciais para o bom desenvolvimento de um povo. É também um importante indicativo da qualidade de vida numa comuna, posto que dele depende a maioria dos cidadãos para ter garantido o direito de ir e vir com tranquilidade e ainda conforto.

E são essas características que mais estão em falta neste serviço, prestado sem tranquilidade, com uma paralisação a cada esquina, e um nível de conforto que é considerado sofrível pela maioria dos usuários ouvidos em tantas reportagens.

Pois é este serviço essencial que está hoje na ordem do dia por conta do pedido de aumento da tarifa pleiteado pelo sindicato patronal e que tem como coadjuvante o sindicato dos trabalhadores, que estão desde janeiro em negociação salarial.

De um lado os patrões foram a Justiça para garantir o aumento, que chegou a ser autorizado por liminar do desembargador Ari Moutinho. Os trabalhadores fazem a parte deles paralisando os 30% da frota autorizados por decisão da Justiça do Trabalho.

Na outra ponta o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) pondera que em tempos de crise não é possível aumentar tarifas públicas e denuncia que Sinetram e Sindicato dos Rodoviários estão atuando em conluio com vistas a desgasta-lo e assim forçar uma aumento. Se não fosse pouca confusão, há uma equação financeira baseada em subsídios que são pagos pela prefeitura e pelo governo do estado. A prefeitura diz que está em dias, mas o Estado não paga desde janeiro.

Enfim, é um caldeirão que poderia estar menos fervente se as regras para a concessão dos aumentos fossem menos complexas e a transparência estivesse na ordem do dia de todas as partes envolvidas.

 E a transparência deveria começar pelo estabelecimento de uma planilha de custos confiável e que todos percebessem que os números ali contidos são originais, mas isso nunca foi cogitado pelas partes.

 Há várias administrações que movimentos sociais pedem uma planilha nova e feita a várias mãos, posto que hoje ela traz números fornecidos pelo próprio sindicato patronal.

O certo é que este imbroglio ainda promete bagunçar a vida do usuário do sistema por um bom tempo, pois o dialogo ainda é duro e ninguém parece disposto a ceder e buscar um solução de consenso.