É preciso prestar atenção aos trabalhadores da saúde

15/01/2022 às 12:09.
Atualizado em 13/03/2022 às 18:06

As providências para ampliar o número de profissionais da Saúde na rede pública de atendimento precisam ser ágeis a fim de oferecer respostas menos traumáticas às duas partes, quem pede socorro e quem está do outro lado para socorrer. Parcela expressiva dos trabalhadores da Saúde não teve direito a tempo para se recompor após as batalhas travadas durante dois anos seguidos (2020 e 2021), com o impacto do que foi o primeiro semestre do ano passado.

Não se recompõe um ser humano com o apertar de uma tecla e em meio a uma pandemia, com as características da Covid-19. A maioria desses profissionais, assim como ocorre com os doentes que enfrentam as sequelas da doença e familiares que tiveram perdas de entes queridos, não puderam ser inseridos em programas que os ajudassem a lidar com o trauma provocado. Ficou cada um por si e, de acordo com suas possibilidades econômicas e o compreender, se deu a busca por tratamento.

Em curto espaço de tempo, embora com número menor de mortes, os profissionais da saúde são demandados em larga escala e, desta vez, com o adoecimento em série dos mesmos, o que reflete na redução do efetivo diante do aumento veloz do público. Os indicadores apresentados por pesquisadores da área apontam para maior pressão no setor e a exaustão do sistema, daí a necessidade de respostas rápidas e adequadas para lidar com o cenário que está sendo construindo no Estado e, principalmente, em Manaus, na ação do ômicron, dos vírus das gripes e da dengue. Tomar as dosagens completas da vacina e se proteger reduziram as mortes e atenuam os ataques dos vírus. 

A jornada a que estão submetidos os profissionais da Saúde, todos eles, é intensiva não apenas por ser prolongada também pelas aflições que lidam desde a recepção do paciente ao tentar saber quais são os sintomas que este apresenta. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). As tentativas para evitar que a situação chegasse a esse nível foram feitas, mas não surtiram os resultados desejados em função de uma série de fatores que vão desde a flexibilização ampliada, a conduta social de abandono, por parte de muitos das medidas de prevenção, e a resistência à vacinação por orientações político-religiosas. O resultado dessa combinação está escancarado e quem se sente mal quer resposta imediata da área da saúde.

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