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Editorial

Economia na expectativa do Hexa

14/05/2018 às 22:06 - Atualizado em 14/05/2018 às 22:24
Show com rcio

Faltando exatamente 30 dias para a Copa do Mundo de Futebol, não são apenas os torcedores que estão ansiosos pelo início dos jogos. Todo o varejo brasileiro espera o aquecimento das vendas por conta do evento esportivo. Tradicionalmente, os consumidores compram TVs para acompanhar os jogos em alto estilo. Neste ano, esse movimento ainda tem o impulso causado pelo desligamento do sinal digital, o que também estimula a compra de aparelhos já “convertidos”.

A expectativa no comércio é moderada. A projeção é que o evento ocasione a venda de pelo menos 12,5 milhões de televisores no País. Se esse resultado  se concretizar, o aumento em relação ao ano passado será de 10%. Esse desempenho poderá ser ainda melhor se considerarmos as vendas de dezembro, quando as TVs ainda estarão entre as opções de presente.

Em função dos efeitos da crise que ainda são muito evidentes, a projeção dos fabricantes de eletroeletrônicos está abaixo do resultado registrado em 2014. No entanto, é preciso observar que naquele ano havia toda uma mobilização nacional pelo fato de que a Copa ocorreu no Brasil, o que levou muitos brasileiros a ignorar as dificuldades e ir às compras (mesmo que tenham se arrependido depois). É inegável que as expectativas para as vendas deste ano seriam melhores se o desempenho da Seleção Brasileira na última Copa não tivesse sido tão trágico. De qualquer forma, as atuações da equipe atual enchem os torcedores - e os varejistas - de esperança. Todos os especialistas concordam, o eventual êxito do Brasil na Copa do Mundo criaria um clima de otimismo que teria efeitos positivos também na economia. E o País precisa, há vários anos, dessa injeção de alegria e bom ânimo. O fenômeno foi observado nas últimas vezes que o selecionado brasileiro conquistou o almejado título mundial: em 1994, quando veio o tetra; e também em 2002, quando foi conquistado o penta. O problema é que a derrota exerce o efeito contrário. Os números dos últimos anos estão aí para comprovar.

Nesse contexto, o hexa é mais do que esperado. Se a movimentação econômica tende a se aquecer com a proximidade do Mundial, a conquista brasileira seria um estímulo para o comércio em todas as vertentes, inclusive o informal. Assim é a Copa do Mundo, um evento que movimenta os corações e os bolsos dos brasileiros.