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Sim & Não

Eduardo Braga mente em entrevista a rádio

10/06/2017 às 17:24 - Atualizado em 10/06/2017 às 20:38
Show braga

Ao se defender ontem das acusações que enfrenta na Operação Lava Jato, o senador Eduardo Braga (PMDB) disse, em entrevista a uma rádio, que um delator da empresa Odebrecht, “que nunca teve obras no Amazonas”, o acusa de ter recebido vantagens indevidas pela construção da obra da ponte sobre o rio Negro. A acusação, neste caso, não é de um executivo da Odebrecht, mas sim de Arnaldo Cumplido Silva, que foi diretor de Projetos da Camargo Correa, empresa responsável pela construção.

Versão   Na entrevista, Braga afirma: “Alguém foi preso pela Odebrecht, a Odebrecht nunca teve uma obra no Amazonas. Aí diz: ‘ah eu trabalhei em 2009 na ponte do rio Negro e ouvi dizer que tinha um acerto com o governador Eduardo Braga. Não diz que acerto era, não diz como foi, como era. Nada! Não apresenta uma prova’”.  

Relato   Em sua delação premiada à Procuradoria-Geral da República, datada de 14 de dezembro de 2016, Arnaldo Cumplido Silva fala que atuou como executivo da Camargo Corrêa, e não da Odebrecht, entre 2009 e 2011, e cita a Etam como intermediária de propina “por intermédio de contratos fictícios” na obra da ponte sobre o rio Negro.  

Lista  Sem ser questionado sobre o assunto, Braga se antecipou na defesa à empresa Etam, afirmando que ela é a “maior construtora viária” em atuação no Estado e citou que a empreiteira trabalhou para os governos Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Omar Aziz e José Melo. Braga afirmou que ele fez tudo dentro da lei.  

Colaboração  Fonte da coluna revela: os pagamentos à banca de advogados em Brasília (caríssima) contratada a pedido do presidente ALE/AM, Abdala Fraxe (PTN), a fim de conseguir a eleição indireta para o governo, não sairão do bolso dos deputados estaduais. Empresários donos de postos de gasolina estariam colaborando “voluntariamente”.  

Porteira  As declarações espantosas do presidente do TSE, Gilmar Mendes, no julgamento da  chapa Dilma-Temer, reacenderam a esperança de José Melo  e Henrique Oliveira de reverterem a cassação com os últimos recursos. 

Último caso  Muito embora reconhecesse as provas e a fraude nas eleição de 2014, que taxou de “deplorável”, Gilmar sustentou que “cassação de mandato deve ocorrer em situações inequívocas”. Grave,  o “Caso Nair Blair” virou pequenas causas. 

Fato  Em reunião com a  diretoria da Fieam, no final da semana, quando tratou dos números do “Atlas da Violência 2017”, o titular da SSP/AM, Sérgio Fontes, fez uma espécie de desabafo. Lembrou que a polícia, por si só, não é capaz 
de acabar com a violência. Citou números do Ipea que mostram: para cada 1% de desempregados há aumento de 5,4% dos homicídios. 

Limites  “A polícia está na ponta da lança, só faz duas coisas: espanta a criminalidade ou prende, ou faz os dois quando está muito boa, porém a saída para a insegurança é a parceria público-privada”, afirmou Sérgio Fontes. 

Mediador O presidente do TCE/AM, Ari Moutinho, participa ativamente das negociações de apoio à chapa de Eduardo Braga ao governo. Mediou encontro entre Artur Neto e Braga, na sexta.