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Editorial

Eleições e propostas nas nuvens

24/07/2017 às 22:10
Show justi a eleitoral

A eleição ‘fora de época’ ao Governo do Amazonas para completar mandato até 31 de dezembro de 2018 mostra a voracidade de políticos por cargos, o preço a que estão dispostos a pagar para tê-los e exagero de propostas. A campanha é um espaço e um tempo para que candidatos se apresentem aos eleitores e à sociedade sempre na perspectiva de respeito com quem estão fazendo interlocução. A perda da credibilidade da política para a própria política transformou, há algum tempo, esse exercício em prática de violência pública em várias direções.

Não há respeito ao eleitor. Tratado com festa escancarada de tentativa de manipulação epropostas impossíveis consagrando a não verdade como meta de gestão. O caráter de mandato tampão das eleições de agosto parece ignorado pela maioria dos candidatos que anuncia programas irrealizáveis até mesmo para um período regular de quatro anos. A quem querem convencer?

O Amazonas enfrenta situações preocupantes e, em algumas áreas, o quadro é grave. Exige responsabilidade e discernimento para retirar desse estágio setores como o de saúde, da segurança pública, dos transportes e de uma economia profundamente dependente dos negócios do Polo Industrial de Manaus (PIM). O desemprego faz vítimas e o subemprego ganha força reforçando o clima de instabilidade e de violência que em tais ambientes é favorecido.

Candidatos a governar o Estado, por 15 meses ou quatro anos, não deveriam ter comportamentos de super-heróis e oferecer sinais de que trabalham com margens de seriedade como possíveis administradores dos bens públicos. Na atual campanha embora falem da especificidade da eleição de agosto, a maioria confirma, ao mesmo tempo, a tendência de ignorar realidade, difícil, e anunciar planos pomposos. Não há mágica na administração pública e há comprovadamente gastos elevados, recursos orçamentários apertados e desvio de função, de prioridades.  O que é dever de ofício de quem governa ou se apresenta para governaré o trato responsável e o mais esclarecido possível da máquina pública, é ter disposição e compromisso para manejar a economia em favor dos moradores do lugar garantindo-lhes mais qualidade de vida e tranquilidade para que possam viver, trabalhar, estudar, ter lazer e cultura como parte dos direitos básicos que formam a pessoa. A campanha eleitoral é uma indicação do que quer o candidato e do que quer o eleitor.