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Editorial

Eleitor e as mobilizações pelo voto

27/08/2016 às 12:41
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Os recados eleitorais estão nas ruas e nos meios de comunicação. Candidatos a prefeito e a vereador, em todo o País, mobilizam seus times na disputa por mandatos. A tarefa é  impressionar eleitores e conquistá-los numa movimentação não raro marcada por desigualdades e absurdos que ainda encontram lugar nas campanhas eleitorais. E também por posturas criativas e decentes.

As várias categorias de candidatos podem ser conhecidas ou reconhecidas pelos eleitores a partir dos subsídios que estão à disposição da sociedade: cartilhas de orientação ao eleitorado, observação atenciosa à conduta dos candidatos, avaliação da postura dos candidatos, principalmente daqueles que pedem a renovação do contrato como representantes da população.

Eleições municipais possibilitam a constituição de movimentos que podem beneficiar a cidade. Caberá principalmente ao eleitor buscar o papel que pretende desempenhar. Há uma parcela convicta de que o melhor é lavar as mãos e abandonar o processo de escolha diante do quadro crítico da política. É uma saída. A mais fácil das saídas e a que mais compromete negativamente. Debater as propostas, os perfis de candidatos, conhecer  cada dia um pouco mais sobre os dilemas da cidade, participar dos diferentes fóruns em que as pessoas e os demais constituintes da cidade são temas centrais ajudam muito a melhorar o processo eleitoral.

Candidatos e os futuros legisladores e prefeitos  precisam ter a certeza de que não podem negociar a consciência do eleitor e não devem prometer o impossível, o irrealizável. O compromisso exigido é  de ter transferência nos usos dos recursos públicos, habilidade, sensibilidade e disposição para lidar com os diferentes e assegurar  unidade nas ações planejadas e realizadas pela e para a cidade e os que nela vivem. Até agora prevalece a noção de impunidade e, com ela uma outra, a que propicia para alguns grupos no campo da política  ultrapassar os limites e fazer do engodo e do desvio de conduta os mecanismos de atuação político-partidária.

Os dilemas que as pessoas vivem nas cidades e a asfixia desses lugares em grau maior ou menor remetem ao eleitor a necessidade de encarar o desafio de votar bem e de promover aprendizados políticos para a coletividade e para os que se colocam como candidatos. Eleitos, vereadores e prefeitos, precisam ser cotidianamente cobrados em suas funções específicas e não na usurpação delas.