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Editorial

Em busca da gestão eficiente no Amazonas

11/11/2017 às 15:05 - Atualizado em 11/11/2017 às 15:39
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Uma das práticas das administrações públicas modernas é a aplicação de ferramentas aprovadas no mundo empresarial para dar maior celeridade entre a tomada de decisão e efetivação prática dessa decisão. A nova gestão da Secretaria de Estado da Administração (Sead) dá sinais de que pretende seguir por esse caminho.

Na antiga estrutura engessada e ultrapassada, uma decisão do gestor precisa passar por diversos departamentos antes de ser implementada de fato, o que pode consumir tempo precioso. Esse longo trajeto é um dos fatores que favorecem os desvios, a corrupção que assola o País desde sempre. Às vezes, demora tanto que quando a medida é finalmente executada, já não é mais necessária. E lá se foi tempo e dinheiro que jamais poderão ser recuperados; a marca de um estado ineficiente, que não é capaz de atender a contento as demandas da população.

A titular da Sead, Angela Bulbol, parece ter a exata noção dessa deficiência, herdada das gestões anteriores, e pretende promover uma nova dinâmica, tanto para a tomada quanto para a execução das decisões. O caminho tortuoso será encurtado com o enxugamento das estruturas e adoção de ferramentas que permitem maior controle sobre as atividades de cada secretaria. Com isso, haverá integração entre as pastas, que deixarão de existir como feudos comandados pelos secretários.

É uma postura óbvia que já deveria ter sido implementada na administração pública do Amazonas há muito tempo. Houve até algumas tentativas, mas algo assim não pode ser feito apenas com algumas canetadas. É um processo, onde as primeiras etapas são as mais difíceis, pois exigem o enxugamento da máquina, um ajustamento nas funções de cada secretaria. E a mudança sempre encontra resistência por parte daqueles que se beneficiam das velhas estruturas. Algo assim só pode ser feito por determinação específica do governador, com sintonia por parte dos secretários, especialmente da Sead, pasta estratégica para a organização da máquina. 

Resta saber se haverá tempo e, principalmente, a sinergia necessária entre os secretários para implementar as mudanças na forma de administrar o Estado. Se houver êxito - e todos esperamos que haja - significará um marco importante para o Amazonas.