Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
Editorial

Em busca de mais empregos


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18/10/2019 às 07:09

O encolhimento na oferta de empregos com carteira assinada no Amazonas é um fenômeno que tem se repetido ao longo dos últimos meses, na comparação com o desempenho visto no ano passado. Embora, a indústria amazonense tenha apresentado em setembro um resultado melhor que o registrado no mês de agosto, no geral, houve um recuo de 12,5% na geração de empregos, com destaque para o setor de administração pública, que abrange os empregados na estrutura administrativa do Estado, da capital e dos municípios. 

Esse setor gerou apenas seis postos de trabalho em setembro, perdeu 24 em agosto e já acumula a perda  de mais de 500 empregos nos últimos 12 meses, o que reflete o achatamento dos cargos com carteira assinada no setor público. Essa tendência deve se acentuar ainda mais no Estado quando for feito o enxugamento do funcionalismo por força da reforma administrativa que retirou cinco secretarias da estrutura do governo estadual, um movimento necessário para manter o equilíbrio das finanças públicas.

O dado positivo revelado pelo Caged de setembro é saldo de 803 novos empregos na indústria. Em agosto foram menos de 300, o que reflete o aquecimento esperado para o fim de ano, tanto na produção industrial quanto na contratação de pessoal para dar conta desse aumento na demanda. De qualquer forma, um movimento sazonal, que não indica, necessariamente, aceleração duradoura da economia. Essa só virá após - bem após - a aprovação das reformas da previdência e tributária. O problema é que esses passos importantíssimos para o País não são prioridade nem na esfera do Legislativo, nem no governo federal, já que, no momento, o presidente e seus filhos travam uma batalha pelo poder dentro de seu próprio partido, o PSL, no momento em que a legenda se encontra no centro de um escândalo envolvendo candidaturas laranjas.

Espera-se que a disputa interna não tenha efeito paralisante no governo e que os temas prioritários para o País não sejam deixados de lado. Enquanto isso, o País celebra o baixo crescimento nos empregos. Afinal, qualquer alta é melhor que recuos. A retomada na geração de empregos como consequência da aceleração da roda da economia depende da atuação séria e intensa de nossos representantes eleitos.     
 


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