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Editorial

Energia elétrica, preço alto e apagão diário

01/12/2016 às 22:26
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Manaus permanece sofrendo com os apagões. Comunitários, empresários, trabalhadores entram na lista dos afetados pelo racionamento de energia elétrica. Os prejuízos estão acumulando e o mal estar cresce diante de uma conduta no mínimo estranha por parte dos operadores do sistema e das autoridades que têm a responsabilidade de zelar pela boa realização do serviço.

Não há trégua. Todos os dias uma parte da cidade fica sem energia. O que está acontecendo? Enquanto com enorme agilidade os cortes no fornecimento de energia estão sendo feitos nas residências. Se esse tipo de postura fosse adotado para oferecer respostas aos consumidores e demonstrasse interesse na resolução do problema que provoca os apagões haveria pelo menos um aspecto a amenizar a tumultuada relação entre o fornecedor do serviço e os usuários dele.

Dezembro é o terceiro mês de falta de energia diária na cidade de Manaus. Significa que de forma continua os moradores estão caminhando para os 90 dias enfrentando interrupções no fornecimento. O quadro é no mínimo de afronta, pois as contas com valores cada vez mais altos não param de chegar, os cortes no fornecimento estão sendo feitos em série, a vida das pessoas atingidas por essa desconexão do serviço e a mais recente informação de que os valores da conta de luz serão mais altos já a partir das faturas que estão em vencimento. 

O Brasil aparece em 14º lugar na lista dos países com preço mais elevado de energia elétrica. Se for levada em consideração questões relacionadas a eficiência do serviço por região provavelmente a situação seria mais crítica. No Amazonas, o tratamento dispensado é um dos piores. Mesmo nas capitais cujo poder de pressão dos usuários em tese é maior, a precariedade virou referência para a maioria da população. Manaus e municípios que compõem a Região Metropolitana integram essas cidades onde a descontinuidade do serviço tem calendário permanente está se tornando cada vez mais longa.  É um absurdo o que está ocorrendo. O direito do usuário vem sendo solapado diariamente e a defesa exige tempo e disposição para enfrentar os instrumentos de violência manejados por tecnoburocratas contra os cidadãos.