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Editorial

Entre a ideia e a realidade

08/09/2017 às 22:25 - Atualizado em 08/09/2017 às 22:41
Show rua 2

Foi o atual prefeito de São Paulo, João Doria Júnior (PSDB) que colocou no debate político a necessidade dos gestores municipais cuidarem das cidades. Instituiu até a ideia de zeladoria para mostrar que pintar bancos de praça, lavar calçadas e pintar paredes é algo que transforma a cidade, a deixa mais bonita e agradável aos olhos do morador.

A ideia traz em si algo que deveria ser a essência de uma administração pública: cuidar das coisas já existentes e criar novas que ajudem as pessoas a viverem com qualidade urbana. Não se sabe, até o momento, se a zeladoria de Doria é real ou se vai se transformar em mais um fake de um político que se diz novo, mas que pode ter a essencia do velho, mas a ideia em si é realmente muito boa, assim como era boa a ideia de “Cidade Inteligente” apresentada na campanha eleitoral do ano passado e cuja promessa era tornar Manaus uma cidade melhor e com processos administrativos deste século. Por enquanto, é mais uma fraude a conspurcar o processo político e a ajudar a população a descrer na classe política que temos e assim desconfiar dessa coisa chamada democracia.

Senão vejamos, como é que pode uma secretaria que se chama de infraestrutura urbanizar uma via pública e deixar no meio dela postes de iluminação? De qual Lâmpada saiu este  gênio que gastou nosso suado dinheiro público e que depois terá de gastar de novo?

 Mercados e feiras de Manaus perdem a cada dia mais consumidores, atraídos pelos confortos de super e hipermercados, uma vez que somente preços não garantem a fidelidade da clientela que é submetida a todo tipo de atrocidade neste ambientes públicos tão mal tratados.

Em outra frente, as ruas não param de ver a multiplicação dos buracos. Eles estão em todas as partes, na mais distante periferia até  na mais nobre das zonas geográficas. São de todos os tipos e tamanhos e nada que a prefeitura faça consegue dar conta de acabar com este suplício urbanos. Um exemplo: no retorno da André Araújo, em frente ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o buraco existente já foi tapado duas ou três vezes, mas em poucos dias o buraco volta a sua configuração original. Ou é serviço feito com má qualidade ou é asfalto sendo comprado a tôa.