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Editorial

Entre a violência e o medo

02/05/2016 às 23:21
Show vieira

A tentativa de arrastão no Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus, na noite de domingo,  soma-se a uma série de atos similares e de ataques a motoristas de táxi numa escalada preocupante. O Vieiralves tem sido desde o ano passado uma das áreas em tensão por conta dos assaltos a estabelecimentos comerciais e, pelo episódio do último domingo, permanece na mira de grupos criminosos.

O clima de insegurança atinge parcela dos motoristas de táxi que está sendo vítima de assaltos ao  apanharem passageiros em shoppings. Nos bairros e em pontos de ônibus os criminosos age com margem larga de liberdade, dirigindo carros ou motos, atacando moradores, passageiros, transeuntes. 

A aparente facilidade encontrada por esses grupos para atacar as pessoas precisa ser considerada de forma atenciosa nas ações de enfrentamento a esse tipo de violência. Os shoppings estão se tornando locais inseguros tanto para os consumidores quanto a funcionários e prestadores de serviços, como é o caso dos taxistas. Não é admissível, nesses estabelecimentos, conviver com essa situação que por si reflete o grau de insegurança na cidade. Responsáveis pela administração desses espaços de lazer e compras estão diante de um desafio para continuar mantendo um dos indicadores de referência às milhares de pessoas que costumam ir a esses pontos, a garantia de segurança à clientela. 

As empresas que atuam na prestação do serviço de transporte por meio de táxi precisam buscar boas saídas, em conjunto com os administradores dos shoppings, com os organismos que têm responsabilidade com a segurança pública e, juntos, revisar seriamente os mecanismos até agora utilizados para prevenir e conter os assaltos. As pessoas estão sendo assaltadas ao entrarem nesses locais e motoristas de táxi assaltados e torturados ao apanharem passageiros nos pontos dentro dos shoppings. 

Nos demais pontos, mapeamento da Secretaria de Segurança mostra quais áreas estão sob a mira dos criminosos e  fornece perfis. Trabalhar esses dados com os setores de inteligência e determinadores setores estratégicos nas comunidades pode representar uma ação a mais com capacidade de inibir os esquemas montados pelos assaltantes em ritmo cada vez mais veloz. As pessoas estão com medo e o medo alimentado pode produzir reações mais drásticas que não irão eliminar mas sim ampliar a violência urbana.