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Editorial

Entre eleitores e caciques

03/10/2016 às 00:45
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Manaus é uma das capitais brasileiras que terá segundo turno eleitoral. O prefeito Artur Neto (PSDB) e o ex-deputado Marcelo Ramos (PR) se enfrentarão no dia 30 de outubro mas desde o domingo (2), após o desenho do segundo turno, as articulações foram iniciadas. A partir de hoje os dois candidatos buscarão os votos dados a outros candidatos, transformar indecisos em apoiadores e  manter os votos recebidos ontem.

O clima eleitoral na cidade, aquecido nas duas últimas semanas, com trocas de acusações, festival de vídeos denúncias e direito de resposta, tende a ficar mais quente. As duas candidaturas mobilizam caciques e veteranos na política que sinalizam com o manejo de armas pesadas para conseguir a vitória.

O segundo turno na capital do Amazonas não surpreende. As análises mais lúcidas mostraram a tendência. O que o eleitor decidirá nessa segunda fase será resultado dos manejos feitos por políticos habilidosos que até às últimas eleições estavam em blocos opostos, e, de outro lado, da compreensão dos eleitores sobre qual projeto é melhor para a cidade. 

Outros ingredientes entram em cena nessa segunda fase da disputa envolvendo diretamente o efeito eleitoral dos partidos que serão representados na Câmara Municipal e das alianças em andamento, também no quadro nacional e nas pedras que estão sendo lançadas para compor os quadros das eleições de 2018.

Os candidatos Silas Câmara (terceiro colocado), José Ricardo (quarto colocado), e Serafim Corrêa (quinto colocado), todos eles praticamente empatados com mais de cem mil votos serão assediados para entrar nas campanhas do segundo turno. Com quem marcharão? Qual será o encaminhamento desses candidatos como indicação aos eleitores que por eles optaram?

A vitória de Artur ou de Marcelo Ramos passa por esse filtro que funciona com diferentes ramificações. Câmara, José Ricardo e Serafim Corrêa somam mais de 300 mil votos. Para onde convergirão esses eleitores e com qual proposta irão se filiar são algumas das questões em jogo. A discussão em torno da capacidade da transferência de votos volta a ser feita para se ter resposta clara sobre esse dado somente após o resultado das eleições do dia 30 próximo.

Em meio aos interesses dos grupos, dos partidos e do entendimento do eleitorado manauara que sobressaia disposição para melhorar a cidade e as pessoas que nela vivem.