Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
Editorial

Epidemia de solidariedade


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04/04/2020 às 08:21

Se por um lado, crises como a atual costumam despertar o pior de muitas pessoas - como é o caso de comerciantes e empresários que aproveitam a situação para ampliar os próprios lucros à custa do sofrimento de muitos - por outro, também desperta um sentimento de solidariedade essencial para a superação das dificuldades. São gestos como o dos jovens que se voluntariam para fazer compras para idosos em isolamento social, o empresas que colocam sua estrutura à serviço do combate ao coronavírus.

Uma distribuidora de combustível vai produzir álcool 70% para doar ao Hospital Universitário Getúlio Vargas e demais unidades da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Uma grande empresa do ramo de alimentos com unidade em Manaus anunciou a doação de R$ 50 milhões em comida, insumos médicos e apoio a fundos de pesquisa e desenvolvimento social, contribuindo com os esforços de combate aos efeitos da pandemia.

Cada um ajuda como pode. Em Manaus, quatro instituições de assistência social, uma associação de catadores de materiais reciclados, além da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) receberam de uma rede de supermercados a doação de mil cestas básicas de alimentos e produtos de higiene pessoal. Paralelamente, instituições de ensino e pesquisa têm envidado esforços no desenvolvimento de soluções para problemas imediatos causados pelo novo coronavírus.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Serviço Nacional da Indústria (Senai), por exemplo, estão desenvolvendo protótipos do equipamento mais importante para a manutenção da vida de pacientes graves da covid-19, os respiradores. Empresas do Distrito Industrial de Manaus também estão empenhadas nessa corrida contra o tempo, uma vez que a demanda por respiradores mecânicos tende a explodir nos próximos dias, com risco de colapso do sistema de saúde na capital.

Esse sentimento de luta deve contagiar mais pessoas e instituições. O cenário previsto para as próximas semanas no Brasil, e especialmente em Manaus, não é de melhora, pelo contrário, ainda estamos subindo a montanha, e a tendência é de agravamento antes que se possa vislumbrar sinais de recuperação. Temos que enfrentar essa dificuldade extrema de cabeça erguida e mais unidos do que nunca.  
 


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