Terça-feira, 26 de Outubro de 2021
Editorial

Esforços pela Amazônia


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09/09/2021 às 06:59

Em meio à crise institucional que tomou conta do País, uma boa notícia: a atuação do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que começou a percorrer a Amazônia brasileira na companhia de representantes da comunidade internacional. O objetivo é apresentar a realidade regional e as ações públicas para preservação do bioma e desenvolvimento econômico da região, que compreende nove estados. A ação ocorre em momento extremamente oportuno, uma vez que a imagem do País no exterior só se deteriora, o que pode resultar na fuga de investimentos, inclusive para ações de proteção da floresta, de suas ricas fauna e biodiversidade. 

O desafio de recuperar a imagem do País no exterior, no que diz respeito à questão ambiental, não é dos mais fáceis, sobretudo porque o nível de desconfiança é elevado e alimentado pelos próprios resultados que o governo vem obtendo até agora no combate ao desmatamento, por exemplo. O vice-presidente reconhece que o avanço ainda é pífio, mas salienta que qualquer progresso, por menor que seja, é melhor que o retrocesso. Mourão já adiantou que o País não atingirá neste ano a meta de reduzir o desmatamento na região em 10%, índice que deve ficar entre 4% e 5%. No entanto, esse fato deve servir de parâmetro para intensificar as ações nas áreas mais suscetíveis.

Nos últimos meses, as ações de combate ao desflorestamento e demais crimes ambientais na Amazônia contam como o apoio de homens da Força Nacional e militares das Forças Armadas, que dão suporte aos agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio). A atuação dos militares busca suprir um dos principais gargalos à proteção da floresta; o reduzido quadro de servidores tanto no Ibama quanto no ICM-bio, algo que somente será superado com a realização de concursos públicos para os dois órgãos. 

A atuação do vice-presidente, no entanto, terá pouco impacto caso não seja integrada como parte de uma política ambiental sólida do governo federal, que proporcione resultados concretos no curto e médio prazo. Do contrário, será vista apenas como uma iniciativa isolada, com pouco ou nenhum efeito na percepção da comunidade internacional que está, de fato, mais interessada em resultados do que promessas.


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