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Editorial

Esperança no varejo

20/12/2016 às 21:14
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Os especialistas em economia costumam apontam os setores da construção civil e do comércio varejistas como sendo os primeiros a reagir nas oscilações da economia, entrando em recessão quando a maré baixa e vivendo dias de euforia quando os mercados se aquecem.

Em sendo verdade, o comércio varejista manauense já pode comemorar a saída da estagnação, pois nos últimos dias, finalmente, os consumidores foram as compras de Natal para aproveitar as ofertas e promoções que estão embalando este que é um dos mais fortes setores produtivos de Manaus.

A CRÍTICA mostra hoje que, conforme  a pesquisa da empresa AondeConvem, 72% das pessoas buscam melhores ofertas com a intenção de economizar e 24% consulta ofertas a fim de não perder tempo. E no Centro, por exemplo, a movimentação de clientes tem confirmado a tendência captada na pesquisa. Todas as pessoas ouvidas pela reportagem mostraram a intenção de, em tempos de dinheiro curto, buscar o consumo de produtos e serviços que façam a renda esticar e ao mesmo tempo saciar o desejo de presentear  parentes e amigos queridos durante os festejos deste Natal.

 Esse movimento extremamente desejado,contudo, traz para os consumidores alguns percalços, também já tradicionais no comércio popular do Centro, como contou a universitária Janaína Corrêa, 35,  “As ruas ficam tomadas e as pessoas estão sujeitas a sofrer assaltos, sem contar os engarrafamentos”, disse a universitária verbalizando uma situação que chegou a afastar o consumidor para os shoppings centers em outras temporadas.

Independente dos problemas, o consumidor também mira neste momento o “bom, bonito e barato”, que no volume final garantirá um balanço melhor do que o registrado no ano passado, quando a crise definitivamente se instalou entre nós.

O movimento captado por A CRÍTICA no Centro é apenas um indicativo do que está ocorrendo nas demais zonas comerciais da cidade, sobretudo onde o comércio popular faz a festa dos consumidores. Lá também a confiança dos lojistas é de que teremos, senão vendas maiores que em 2015, um volume maior do que o registrado na maioria dos meses deste ano. Aos poucos, portanto, o setor vai se recuperando e com ele trazendo outros.