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Sim & Não

Expectativa de abstenção histórica

18/06/2017 às 18:52
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A análise de políticos experientes é que a eleição suplementar para o governo do Amazonas terá uma das maiores abstenções da história. O principal motivo é a decepção popular com a política e a frustração do eleitor com promessas que nunca são cumpridas. O outro motivo é a ausência, nesse pleito, de candidatos proporcionais, que disputam os cargos de vereador ou deputado. Geralmente, são esses que movimentam a massa e estimulam a “ola” em torno de certos candidatos.

Reflexos 

Os julgamentos do governador José Melo (Pros) e da chapa Dilma-Temer no TSE terão reflexos nessas eleições. No primeiro caso, porque a cassação obrigou o eleitor a voltar às urnas fora do tempo. No segundo, pela sensação de injustiça, apesar de todas as provas apresentadas contra a chapa presidencial.

Alianças  

Lideranças partidárias negociam até o último minuto apoios de legendas para “engordar” as coligações e conseguir mais tempo de propaganda na TV e no rádio. O partido mais visado é o PRB de Silas Câmara.

Cobiçado  

O PRB tem 21 deputados federais, o que representa acréscimo de tempo precioso em uma campanha em que a TV terá peso decisivo, uma vez que não será possível percorrer todo o interior em busca de votos em pouco tempo.

Indeciso 

O Partido de Silas Câmara tem sido muito cortejado pela chapa encabeçada por Amazonino Mendes. À reportagem, o presidente do PRB, João Carlos dos Santos, informou, na tarde de ontem, que as conversas ainda estavam em andamento.

De saída 

Marcos Rotta (PMDB) pode aceitar o convite do prefeito Artur Neto (PSDB) para se filiar ao partido tucano. Nos bastidores do PMDB é dada como certa a saída de Rotta. O motivo seria que o vice-prefeito queria ficar neutro, mas o candidato ao governo, Eduardo Braga (PMDB), quer o apoio dele na campanha.

Rebelde

Com a decisão do governador David Almeida (PSD) de apoiar, à revelia do PSD, a candidatura de Rebecca Garcia (PP) e Abdala Fraxe (PTN) na eleição tampão ao governo do Estado, há a possibilidade iminente de que ele saia do PSD e leve junto dois deputados estaduais: Ricardo Nicolau e Dr. Gomes.

Contratos

Relatório preliminar da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sobre os contratos da empresa Umanizzare, que atua na gestão dos presídios do Estado, indicam dois fatores que dificultam a imediata rescisão do contrato da empresa envolvida em escândalo de desvio de verbas públicas.

Impasses  

O primeiro fator é a vigência da maioria dos contratos da Umanizzare que vai até setembro. Em caso de rompimento, o Estado teria que arcar com uma indenização milionária. O segundo impasse é a reposição dos agentes; o Estado necessitaria contratar pelo menos 800 servidores para atender a legislação que prevê  um agente para cada 12 detentos. 

Colapso 

Para o procurador geral do Estado, Tadeu de Souza, o rompimento abrupto do contrato com a Umanizzare geraria um colapso no sistema prisional. Ele afirma que a PGE está avaliando possibilidades legais para resolver a questão, diante da recomendação do Ministério Público de Contas, que pede o rompimento do contrato.