Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
Editorial

Feiras municipais


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23/10/2019 às 09:33

Embora Manaus responda pela maior quantidade de compras, a proposta de realizar feiras com produtos regionais nos municípios é positiva e poderá, progressivamente, se tornar instrumento importante de incremento das vendas diretas e da economia estadual.  Há dois dias, a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) anunciou que planeja realizar a Feira de Produtos Regionais em 20 dos 62 municípios amazonenses, em quatro deles (Barreirinha, Benjamin Constant, Manicoré e Nhamundá) a experiência apresentou respostas positivas.

Fora as vendas concretizadas, as feiras carregam outros potenciais que bem manejados conseguem oferecer uma série de impulsos criativos e construtivos de relações comunitárias, sociabilidades e superação de obstáculos. O caminho utilizado para essas feiras tem sido exatamente o contrário, privilegiando o polo consumidor de Manaus. O esforço para estabelecer uma linha de equilíbrio – atender a demanda da capital e contemplar efetivamente as necessidades das outras cidades – é o desafio nessa proposta que terá de insistir na efetivação real de uma rede capaz de ser hábil e dinâmica para levantar as possibilidades de oferta de produtos regionais, o que pode e como deve ser incentivado, as necessidades desses locais, e a adequação de meios de transportes para que a produção alcance o seu público de interesse.

Feiras são espaços culturais relevantes, onde as trocas ocorrem e as informações circulam numa atmosfera que promove a conduta comunitária, de maior atenção à terra e ao cultivo familiar, de grupos comunitários, gera fontes de alimentação mais saudável que, no caso amazonense, poderá ser um mecanismo de suporte às ações de atenção à saúde e no tratamento da obesidade.

Em várias cidades, no Brasil e, na Europa, as feirinhas de produtos regionais se revelaram como ambientes estratégicos para realizar uma proposta de desenvolvimento vinculado à ideia de sustentabilidade, incentivar manifestações culturais, consumo mais saudável e aquecer a economia desses lugares. O Amazonas pode, ao recolher os erros do passado nesse setor, ter uma performance diferenciada e fazer da pauta produtos regionais um caminho promissor, coerente e de bom gerenciamento das instabilidades sociais, administrativas e políticas tanto na capital quanto nas demais cidades. Produtores há muito aguardam por uma política efetiva que os contemple em suas diferenças e unidades e permitam que coloquem na praça as suas produções.


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