Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
Editorial

FesPIM, a busca de resultados


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30/11/2019 às 10:22

Encerrou na sexta-feira (29), a Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus, um mega evento que mobilizou muita gente de inúmeros segmentos e trouxe a Manas o presidente da República, Jair Bolsonaro, e assessores do primeiro escalão.

A FesPIM, aberta no dia 27, retomou iniciativas que há muito foram paralisadas no âmbito da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e das organizações empresariais representativas do PIM.

Tomar posição, criar e manter espaços de exposições, de rodas de conversas sobre possibilidades de negócios, de aproximar setores e identificar iniciativas promissoras é uma prática necessária e é saudável.

Conhecer os desafios e reconhecer novas áreas onde poderão ser gerados postos de trabalho e renda às pessoas que vive no Amazonas é um dos resultados esperados após a realização da Feira de Sustentabilidade.

Às grandes empresas instaladas em Manaus representa um esforço de sair de um circuito mais fechado, marcado pelos ataques cada vez mais frequentes ao modelo que as trouxeram para esta cidade.

É possível identificar na iniciativa o desejo de erguer uma linha de contato mais respeitosa entre o PIM e a política econômica do Governo brasileiro. A presença presidencial deverá oferecer, para além do gesto simbólico de vir à abertura da feira, respostas a questões centrais já apresentadas pela representação sindical das empresas do PIM quanto dos próprios trabalhadores.

Qual é o saldo efetivo da presença presidencial?

Nessa direção, é importante verificar se o ‘Plano Guedes’ continuará na mesma direção ou se a interlocução com empresários e a Suframa poderá gerar espaços de reconhecer especificidades e buscar, conjuntamente, encontrar boas saídas para possíveis conflitos entre a proposta do ministro de Bolsonaro na condução da política econômica e a realidade da Amazônia e do Amazonas.

O grau de dependência econômica do Estado do Amazonas à ZFM permanece em patamar elevado. São ais de 3 milhões de pessoas que estão sendo afetadas diretamente por decisões do governo na condução desta agência de desenvolvimento e precisa ser considerada a repercussão que essa política produz em outros estados da Amazônia Ocidental.

O desconhecimento ou a decisão consciente de ignorar esse panorama têm gerado uma série de transtornos para os habitantes, o setor de serviços e de produção desta parte do Brasil.

Foto: Sandro Pereira/A Crítica 


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