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Editorial

FESTEJAR, MAS TAMBÉM REFLETIR

25/05/2016 às 22:25
Show maio

O movimento “Maio Amarelo”, que acontece simultâneamente no Brasil e em mais 23 países que sofrem com o caos no trânsito, teve mais algumas ações desenvolvidas ontem e uma revelação do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran/AM): nos quatro primeiros meses deste ano 99 pessoas perderam a vida em acidentes, uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano passado quando 110 pessoas perderam a vida no trânsito.

Outro número comemorado foi a redução no número de vítimas lesionadas, que caiu de 3.162 no ano passado para 2.732, uma redução de 13,5%. 

Há razões para festejar essa redução, afinal mais e mais vidas foram poupadas deste tipo singular de violência urbana, mas é preciso ressaltar, para sempre refletirmos, que foram quase uma morte por dia neste ano. É um  número ainda alto e que tem nas origens uma perversão dos nossos motoristas: o alcool.

O diretor-presidente do Detran/AM avalia que as blitzes da Lei Seca tem ajudado a coibir  a embriaguez ao volante e isso reflete nos números menores egressos das estatísticas do órgão. “Embora a situação ainda seja preocupante, porque diariamente flagramos motoristas dirigindo alcoolizados, em alta velocidade, colocando em risco a própria vida e de outros, observamos que está em curso, uma mudança de comportamento por parte de motoristas e pedestres”, avaliou Leonel Feitoza.

A fala da autoridade de trânsito remete a uma reflexão sobre a irresponsabilidade dos condutores, posto que é impossível ao Estado colocar um agente de trânsito em cada um dos carros conduzidos pelos que bebem e saem por ai em busca de um poste para se matar ou, pior, ceifar a vida de um trabalhador colhido numa calçada como tantas vezes já noticiamos em A CRÍTICA.

É para que possamos, cada vez mais pensar sobre este assunto, que o Maio Amarelo acontece sob a coordenação  do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). O objetivo da campanha é sensibilizar a sociedade para a prática de boas ações na via pública, principalmente o respeito à legislação de trânsito, mas de nada adianta se o condutor estiver imune as mensagens que visam preservar a vida dele e dos outros com que ele se relaciona nesse complexo setor da sociedade chamado trânsito.