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Editorial

Fim da controvérsia

12/10/2017 às 20:35
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Há muito se discute sobre a contribuição da Prefeitura de Manaus para o modelo Zona Franca. O Polo Industrial de Manaus é responsável por parte importante da receita do município uma vez que este se beneficia da partilha do ICMS gerado pela atividade industrial na capital. Além de ser um dos principais empregadores da cidade - mesmo em tempos de crise -, a Zona Franca também engorda os cofres da Prefeitura com o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS).

Sendo assim, era de se esperar que a Prefeitura de Manaus fizesse o mínimo que lhe cabe: manter as ruas da cidade - inclusive do Distrito Industrial - bem asfaltadas e iluminadas. Mas, ao invés disso, o poder público municipal preferiu dar uma de “João sem braço” e fazer de conta que o Distrito não era com ele, não fazia parte de Manaus. Abandonadas, as ruas onde estão localizadas algumas das maiores fábricas do Brasil vêm se deteriorando dia após dia, causando prejuízos às empresas e dificultando a atração de novos investimentos. Que impressão fica para um investidor após visitar uma área onde mal se consegue trafegar?

Em vez de assumir sua responsabilidade, a Prefeitura foi para a queda de braço com a Suframa na via judicial e perdeu. A Justiça Federal confirmou o que todos já sabiam: a manutenção das ruas do Distrito Industrial cabe à Prefeitura e não à Suframa.

O Distrito é muito importante para Manaus e para o Amazonas. A Zona Franca vem enfrentando uma das fases mais desafiadoras de sua história e precisa de todo apoio possível. Se a Prefeitura fizer sua parte, mantendo as vias urbanas, não só do DI, mas de toda a cidade, com a manutenção em dia, já terá dado uma importante contribuição.

O que o Distrito e Manaus precisam é de seriedade no que tange ao sistema viário.

A maquiagem realizada pela Prefeitura no ano passado, com a intenção de mostrar trabalho e iludir o eleitorado já foi desmascarada com a evidente má qualidade da cobertura asfáltica aplicada. A péssima situação das ruas, poucos meses após os serviços de recapeamento não deixa dúvidas quanto a isso. Manaus não precisa de maquiagem, precisa de trabalho sério. Agora a Prefeitura não tem mais desculpa. Ainda cabe recurso sobre a decisão da Justiça Federal, mas uma atitude nobre seria abandonar a batalha judicial, arregaçar as mangas e trabalhar.