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Editorial

Foco deve ser o consumidor

13/02/2017 às 22:04
Show uber

No que diz respeito à polêmica envolvendo a eventual a chegada do Uber a Manaus, não se pode ignorar o principal interessado: o consumidor.  O debate na Câmara Municipal não deve ser a respeito da proibição ou não do serviço, mas do aperfeiçoamento visando maior qualidade para o consumidor.

Discutir proibição, além de inócuo, é uma perda de tempo. Basta ver o que já ocorreu em outras capitais. Tentativas de barrar a oferta do novo serviço com o argumento de que ele seria ilegal simplesmente não prosperam. Esse raciocínio foi usado – e foi derrubado – em praticamente todas as cidades brasileiras onde o Uber já chegou.

Também não cabe alegar que a empresa não gera impostos, uma vez que todos os motoristas são cadastrados como microempreendedores individuais (MEI), pagando impostos, sim. E mais, não dá para negar que o Uber gera empregos. São mais de 50 mil motoristas cadastrados no País. São pessoas que, certamente, não se dariam ao trabalho de prestar o serviço se não precisassem da renda dela proveniente.

A oferta de uma alternativa aos taxis só tende a beneficiar o consumidores, que terão mais opções para se locomover. Outro aspecto positivo é que o acirramento da concorrência deve ter como consequência uma melhora no serviço dos taxistas. O consumidor só tende a ganhar.

O protesto dos taxistas que estiveram na Câmara Municipal de Manaus, ontem, é legítimo e natural. A preocupação deles é proteger o próprio mercado. Por outro lado, ao invés de espernear diante da modernidade, poderiam lançar mão da tecnologia para melhorar o próprio serviço. Alguns já estão fazendo isso, com aplicativos como o 99Taxis. A categoria precisa, urgentemente, encontrar formas de ser mais atraente ao consumidor, que no final das contas, será o grande juiz da questão.

O debate na Câmara é extremamente salutar, a partir do momento que promove o diálogo amplo e com participação irrestrita de todos os interessados. A participação dos consumidores é fundamental. A conversa franca é necessária, até mesmo para que um pacto de convivência se estabeleça. Manaus tem a chance de dar um exemplo de civilidade ao País, com a convivência pacífica e harmoniosa de todas as opções de transporte que facilitam a vida dos consumidores.