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Editorial

Força contra força

29/10/2017 às 21:23
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A região Sul do Amazonas é um barril e pólvora prestes da estourar há muito tempo e pouca atenção tem sido dedicado a este problema nos dias atuais. Sim, é um problema que tem implicações sérias não apenas na região, posto que está na fronteira agrícola nacional.

O Sul do Estado tem de tudo um pouco se quisermos falar sobre problemas ambientais. Está, por exemplo, o maior rebanho bovino do Estado e um dos maiores da Região, em Boca do Acre. E boi, todos sabemos, é um inimigo da região se for criado do jeito que historicamente é criado, sem tecnologia envolvida.

No Sul do Amazonas também temos problemas relativos a invasões de terras indígenas, populações que sofrem com ataques e revidam na mesma moeda e com as mesmas falta de critérios, como é o caso dos Tenharins da BR-230, que cobram indevidamente pedágio para os nacionais que trafegam por uma rodovia de integração nacional, como é o caso da BR-230, a famosa Transamazönica.

No mesmo Sul do Estado temos invasões constantes de terras públicas, destinadas a usos diversos. Essa turma invade e depois sai deixando tudo arrasado, sem qualquer possibilidade de uso. Exploram desbragadamente e o prejuízo fica para o povo brasileiro, não apenas para os amazonenses.

Neste final de semana presenciamos mais um conflito existente na região e do qual pouco sabíamos, com garimpeiros atacando postos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Fiscalização da Biodiversidade (ICMBio). O ataque significa não apenas uma revolta dos trabalhadores ilegais de garimpo, mas um ataque deles ao Estado Nacional representado pelos órgãos e seus funcionários. Não por acaso forças nacionais estão indo na direção desta região reforçar a fiscalização e garantir a segurança dos servidores públicos, numa clara demonstração de que o Estado nacional vai se contrapor aos cidadãos que estão vivendo de atividades ilegais. É o que se espera, mas também não é suficiente, pois aquele povo precisa da outra mão do Estado, a que ajuda na promoção do desenvolvimento.