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Editorial

Fortalecimento da Zona Franca

27/02/2018 às 20:48 - Atualizado em 27/02/2018 às 20:50
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Em 51 anos de atividades, a Zona Franca de Manaus tem muito o que comemorar, e mais ainda para conquistar. O modelo de desenvolvimento implantado no Amazonas em 1967 segue como principal motor da economia do Estado, responsável por mais de 80 mil empregos diretos em Manaus e outros 450 mil indiretos. Isso porque está se recuperando de dois anos muito difíceis devido à crise que minou a economia do País, mas que, finalmente, dá sinais de que passou. Há poucos anos, empregava diretamente mais de 120 mil trabalhadores.    

Os números tendem a melhorar nos próximos anos, independentemente de governos. No ano passado, foram aprovados pelo Conselho de Administração da Suframa 142 projetos industriais, que representam investimentos de R$ 2 bilhões nos próximos três anos, além da abertura de mais quatro mil empregos diretos nas fábricas. Há ainda o benefício indireto da preservação da floresta, que na verdade levanta outras questões, como a necessidade de promover o desenvolvimento no interior, mantendo a preservação florestal.

Mesmo com tantos benefícios, a Zona Franca ainda enfrenta velhos argumentos, como o de que representaria elevada renúncia fiscal, sendo um ônus para o País. Nada mais equivocado: a renúncia fiscal do Brasil é de R$ 275 bilhões e a Zona Franca de Manaus representa apenas 8% desse montante. Mais que isso, por cauda do modelo de desenvolvimento, o Amazonas participa com 17,1% do PIB nacional, sendo o terceiro Estado mais representativo na arrecadação de impostos no Brasil. Não se trata de um “paraíso fiscal” para as empresas, mas um “paraíso do fisco”.

Reconhecida pelo jornal Finantial Times como a melhor Zona Franca das Américas, tem como desafio a regionalização do desenvolvimento, com advento de empresas brasileiras produzindo itens com matéria-prima regional. Esse é um passo necessário que finalmente parece estar saindo do papel. O programa Zona Franca Verde já começa a dar ótimos resultados, com incentivo a empresas regionais em todos os Estados da área de influência da Suframa. Está em construção uma Zona Franca mais forte, com produtos amazônicos feitos por empresas amazônidas, sem tirar espaço das multinacionais que ajudaram a erguer o modelo nesses 51 anos de trajetória.