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Editorial

Gastos com combustíveis pela PMM

10/04/2017 às 23:04 - Atualizado em 10/04/2017 às 23:06
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Os gastos da Prefeitura de Manaus chamam atenção em especial o que se refere a combustíveis. Os cálculos apresentados mostram que foram consumados R$ 107,9 milhões em quatro anos, período de 2013 a 216, referente à primeira gestão do prefeito Artur Neto (PSDB).

A decisão do vereador Marco Antonio ChicoPreto (PMN) de apresentar pedido ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para investigar os gastos nesse item de despesa é atitude importante e necessária que, aliás, deveria ser de conjunto mais ampliado de vereadores e de outros setores da sociedade, do Ministério Público. Afinal, o valor gasto na compra de combustíveis sugere algumas situações entre elas completo descontrole nesse setor ou utilização abusiva de combustíveis que ultrapassam as obrigações da prefeitura para com a cidade. Nenhuma delas é aceitável. Fica a suspeição de que os veículos do executivo municipal estão sendo utilizados para outros fins particulares e o contribuinte é quem paga o preço da conta feita.

Fiscalizar o uso da verba pública e dos equipamentos públicos é uma das tarefas primeiras da Câmara Municipal independente do grau de simpatia que seus membros nutram pelo mandatário do município. Nesse momento é o escandaloso valor pago para o consumo de combustíveis que está sendo questionado. Mas, seria importante também verificar outros valores. Que o TCE, ao tomar conhecimento oficial do pedido do vereador Chico Preto dê sequência às medidas e esclareça a sociedade.

Com gastos desse tamanho ficará muito distante a chance de ampliar investimentos na recuperação da cidade e de seus serviços. Tomada de buracos nas ruas, infestada por ratos nos bairros, cheia de bueiros sem tampas, paradas de ônibus que não funcionam como tal, transporte coletivo deficiente e praças abandonadas, Manaus vive uma fase de abandono e de agressão. Cuidar da cidade exige respeito e zelo no uso do orçamento financeiro, emprego adequado da verba e permanente controle sobre os gastos da prefeitura. Exige maior transparência e estímulo para que os cidadãos possam cada vez mais ser informados sobre os caminhos do dinheiro público. Infelizmente, essas ainda são questões de cabo de guerra e têm o silêncio dos que deveriam agir como cúmplice da conduta, no mínimo, estranha de alguns gestores e agentes públicos municipais.