Terça-feira, 13 de Abril de 2021
Editorial

Governo contempla a crise


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01/04/2021 às 07:57

O novo recorde de desempregados no Brasil, 14,2 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), adoção de providências que partam principalmente do Governo Federal na construção de um pacto com setores da iniciativa privada. Ao contrário, o clima acenado pela Presidência da República é de hostilidade e de tentativa de responsabilizar as ações coletivas de governadores e prefeitos pelo péssimo desempenho da economia.

É notório que a pandemia do novo coronavirus impactou a economia brasileira e do mundo, que este ano não será de facilidades e que a condução, a partir do governo central, do combate a pandemia geraram efeitos mais profundos naquilo que já estava ruim. Quanto mais tempo a COVID-19 permanecer em índice elevado de contaminação e de mortes mais longa será a recuperação econômica e a retomada das atividades em padrões mais próximos da regularidade.

Embora outros dados apontem para a geração de empregos é importante reconhecer que a precarização do trabalho remunerado avançou bem como o volume da massa de trabalhadores atuando na informalidade. A atuação propositiva do governo federal poderia ter minimizado o quadro de pobreza a caminho da condição de miséria que milhares de pessoas estão vivendo.

Há inúmeras iniciativas que poderiam desde o ano passado ter sido colocadas em práticas nas cidades brasileiras, desde que a política de enfrentamento a essa pandemia tivesse sido articulada nacionalmente e trabalhada em favor da sociedade e dos mais vulneráveis. A politização da pandemia no pior nível inviabilizou o diálogo daqueles eleitos para cuidar da vida da nação e fez aprofundar drasticamente a desigualdade.

O País todo perde. A maioria da população sofre com a pandemia e com a falta de condições para comprar alimentos, remédios e outras necessidades básicas, muito menos custear as despesas com energia elétrica, água e transporte. Os pequenos e microempresários sofrem por não conseguirem realizar seus serviços e muitos tiveram que fechar as portas. Apenas setores como o de bancos, supermercados e farmácias conseguiram obter lucros com a crise, mas esse lucro não representa melhoria e não é compartilhado, permanece entre os mesmos. Daí o dever de ofício do governo em prestar atenção à realidade e agir para torná-la menos amarga, o que não foi feito.


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