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Editorial

Hora de reflexão

25/09/2016 às 23:01
Show eleicoes20121025

O eleitorado brasileiro entra hoje na última semana antes do mais importante e polêmico pleito municipal desde a redemocratização do País nos anos 80/90. Questões diversas e uma polarização da sociedade fizeram - e ainda farão nesta semana - o processo ser o  mais difícil desde que o voto universal e secreto foi criado nos primórdios do século passado.

Para começar, o tempo de campanha, reduzido na falsa reforma política capitaneada pelo cassado ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), enfraqueceu o aprofundamento sobre as questões inerentes às cidades e reduziu o bom e necessário debate entre os contendores a uma troca de acusações sobre “quem é e quem não é ficha limpa ou ficha suja”, como se honestidade devesse ser tema de campanha.

A polarização, no melhor estilo Fla x Flu posta dessa forma só beneficiou quem  ocupa ou ocupou em algum momento  o poder, sem abrir espaços para a boa nova de personagens e idéias. Perderam todos neste sentido.

A eleição também estará marcada pela falta de imaginação nas tratativas sobre  políticas públicas, tanto é verdade que dos nove candidatos a prefeito de Manaus oito trazem como novidades neste campo o uso de aplicativos para aparelhos de telefonia celular. Será mesmo que todos os nossos problemas serão efetivamente exterminados  e resolvidos com um  simples alcance de nossas mãos? Certamente que não, mas não é isso que a propaganda política atual insinua.

Sem uma renovação de idéias e de praticas políticas, uma boa parte do eleitorado irá as urnas com a firme determinação de votar em branco ou anular, o que demonstra novamente a falência do atual sistema político, posto que num universo de nove candidaturas, por nove partidos diferentes, não é possível que um cidadão não se sinta suficientemente representado ao longo do processo eleitoral vigente. Só mesmo num sistema que caducou por decurso de prazo isso é possível.

Posto isso, caberá ao eleitor aproveitar essa última semana para fazer ele mesmo o que o sistema não permitiu. Informar-se sobre propostas, manifestar-se sobre os problemas que gostaria de ver resolvido, debater, dialogar nos espaços que puder é um mister que se impõe ao eleitor neste momento.