Publicidade
Sim & Não

Indefinição dos caciques políticos sobre 2018 gera instabilidade na ALE

10/02/2018 às 18:04 - Atualizado em 10/02/2018 às 18:11
Show show plen rio

A indefinição dos caciques políticos do Amazonas sobre a Eleição de 2018 vem provocando um dilema em membros da Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), especialmente naqueles que compõem a base governista da Casa. Diante do distanciamento cada vez mais evidente entre o governador Amazonino Mendes (PDT) e o senador Omar Aziz (PSD), aqueles que avaliam mudar de partido estudam até que ponto a jogada é lucrativa. Buscam como solução migrar para uma “legenda híbrida” - aquelas que dançam conforme a música.

Pauta

Nos bastidores da Assembleia, o principal tema de conversa entre os deputados é a “janela partidária”. Belarmino Lins (Pros), Sidney Leite (Pros), Wanderley Dallas (MDB), David Almeida (PSD) e Vicente Lopes (MDB) são os mais interessados no assunto.

Nada certo

O senador Eduardo Braga admitiu que o quadro político no AM é instável e, nas palavras dele, tudo está em aberto. Ele negou que tenha conversado sobre eleição com Amazonino e disse que também não tratou do assunto nem com o presidente da ALE/AM, David Almeida, nem com o prefeito Arthur Neto.

Em definição

Braga afirmou que vem “conversando” sobre a conjuntura política com a senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB, e com a Executiva Nacional do PT. No Amazonas, ele sustentou que o diálogo com os petistas não flui porque a sigla mantém uma “postura isolada”. Segundo ele, o MDB no Estado pode sim marchar unido com parte da “oposição” na campanha deste ano.  

União

Não é só o deputado federal Átila Lins (PSD) que está de olho no PTB. O irmão, Belarmino Lins, pode migrar junto com ele para o partido, desde que Átila assuma o comando da sigla. Assim, ambos voltariam a integrar a mesma legenda, como no período em que estiveram no PMDB.

Separação

Após o racha entre Omar Aziz e o Eduardo Braga, Átila e Belarmino, até então no PMDB, migraram para siglas diferentes. Átila foi para o PSD de Omar, em 2011. Belarmino ficou com Braga até 2016, quando decidiu entrar no Pros do então governador José Melo.

Memória

Ao deixar o PMDB, Átila reclamou do tratamento da cúpula do partido no processo de escolha do ministro do Tribunal de Contas da União, em 2011. O parlamentar tinha interesse na vaga, mas foi preterido. Na eleição de 2014, ele e “Belão” estiveram em palanques concorrentes.

Substituto

Se o governador Amazonino Mendes confirmar a candidatura à reeleição, o titular da Susam, Francisco Deodato, está entre as suas possibilidades de vice. Bosco Saraiva, atual vice-governador e secretário de Segurança, mira mesmo a candidatura ao Senado Federal.

É charme

À versão eletrônica da revista Época, neste fim de semana, o presidente nacional do PDT Carlos Lupi disse que Amazonino está só fazendo “suspense” sobre sua candidatura. Lupi confirmou que ele vai sim concorrer à reeleição.

Promessa

O deputado federal Alfredo Nascimento (PR), que este ano tenta retornar ao Senado, ganhou o apoio do prefeito de Manaus, Arthur Neto. A pessoas próximas, o tucano garantiu que Alfredo é seu candidato na corrida por uma das duas vagas que estão em jogo.