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Editorial

Ineficiência na prestação do serviço

14/06/2017 às 22:41 - Atualizado em 14/06/2017 às 23:10
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A questão do abastecimento de água em Manaus está entre aquelas que, entre ano, sai ano, continua sem solução. Algo simplesmente inaceitável, principalmente para aqueles que sofrem todos os dias com o problema de não ter nada nas torneiras. Sem abastecimento regular há quase uma semana, os moradores do Conjunto Ajuricaba, na Zona Oeste, chegaram ao limite da paciência.

 A Manaus Ambiental, concessionária responsável pelo serviço, sequer deu explicações aos moradores e os técnicos só foram à comunidade quando a situação já era insustentável. Enquanto as providências não eram tomadas, os moradores tiveram que "se virar" para ter água em casa, amargando prejuízos ao ter que comprar o produto, comprometendo o orçamento já apertado.

A situação também reflete a falta de preparo apor parte dos atendentes da Manaus Ambiental, que destrataram os clientes que apenas pediam pela normalização do abastecimento.

É revoltante para qualquer cidadão ter que pagar caro por um serviço falho e ainda ser atendido com grosseria quando reivindica um direito óbvio. Quem arca com os prejuízos aos consumidores? Esses moradores precisam, no mínimo, ter, na fatura, desconto equivalente ao período em que o serviço esteve interrompido.

A falta de qualidade do serviço - um fato tão antigo quanto a própria cidade de Manaus - acaba contribuindo para um cenário preocupante. As pessoas, principalmente na periferia, preferem ficar fora do sistema, cavar seus próprios poços e evitar o transtorno de pagar pela água e não tê-la. Isso também sustenta os sistemas alternativos em que particulares providenciam o abastecimento clandestino, cobrando tarifas ilegais. Com isso, a concessionária perde clientes e os recursos necessários para promover melhorias no serviço.

Os usuários de serviços públicos precisam ser vistos e tratados como clientes, pessoas que pagam por um serviço e que tem o direito de ter um bom serviço e de ser atendido com educação. Isso vale para todas as empresas que prestam serviços públicos. O monopólio sobre determinado serviço deveria significar para as concessionárias uma responsabilidade a mais, afinal, tais empresas exercem uma atividade essencial em nome do poder público. A empresa precisa ser tão eficiente na prestação do serviço como é para cobrar as faturas.